domingo, 12 de novembro de 2017

HISTÓRIA DA AVIAÇÃO COMERCIAL BRASILEIRA

APRESENTAÇÃO

Sempre tive verdadeira fascinação por aviões. Era ainda menino quando, em Campos Novos Paulista, minha terra natal, fui com meu pai à uma festa que se realizava na cidade e foi lá que vi um avião em terra pela primeira vez.
Haviam construído uma pequena pista de pouso para uso daquele aviãozinho, um teto-teco que transportava um passageiro por vez. A pessoa pagava certa quantia e desfrutava de um vôo panorâmico.
Já morando no Município de Santa Cruz do Rio Pardo, numa olaria situada no bairro rural chamado Salto do Dourado, ouvia toda manhã o forte ruído de um avião da VASP que em sua rota, fazia escala naquela cidade.
Foi só na década de 1960, numa excursão promovida pela Igreja Presbiteriana de Alumínio que conheci o Aeroporto de Congonhas, com os inúmeros aviões dos mais variados portes daquela época levantando vôo ou pousando.
Em 1981,participando de uma filmagem institucional para a Cia. Brasileira de Alumínio, empresa na qual eu trabalhava, viajei de helicóptero para fazer a filmagem pela Herbert Richers, das usinas hidrelétricas da CBA que se localizam entre os municípios de Juquitiba,Ibiúna, Piedade,  Tapírai e Juquiá.
Já fazer a primeira viagem de avião só foi acontecer na década de 1990, seguida de mais algumas, somente em território brasileiro.
Mas seja na vida real, seja em filmes ou documentários, os aviões chamam muito minha atenção. Foi por isso que decidi fazer um trabalho sobre a aviação no Brasil.
Espero que gostem.

HISTÓRICO

A aviação iniciou-se no Brasil com um voo de Edmond Plauchut, a 22 de Outubro de 1911. O aviador, que fora mecânico de Santos Dumont em Paris, decolou da praça Mauá, voou sobre a avenida Central e caiu no mar, da altura de 80 metros, ao chegar à Ilha do Governador.
Era então bem grande o entusiasmo pela aviação. Na redação do jornal "A Noite", no dia 14 de Outubro, fundava-se o Aeroclube Brasileiro, que em janeiro do ano seguinte teria sua escola de aviação. Aí, como muitos outros, aprendeu a voar o primeiro ás da aviação brasileira, o capitão Ricardo Kirk, que seria também o primeiro brasileiro a morrer em desastre de aviação, em 28 de fevereiro de 1915.
Em 17 de Junho de 1922, os portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral chegaram ao Brasil, concluindo seu voo pioneiro, da Europa para a América do Sul. E em 1927 seria terminada, com êxito, a travessia do Atlântico, pelos aviadores brasileiros, João Ribeiro de Barros e Newton Braga, no avião "Jaú", hoje recolhido ao Museu Ipiranga.
Iniciou-se a aviação comercial brasileira em 1927. A primeira empresa no Brasil a transportar passageiros foi a Condor Syndikat, no hidroavião "Atlântico", ainda com a matrícula alemã D-1012. A 1° de janeiro desse ano, transportou do Rio de Janeiro para Florianópolis o então Ministro da Viação e Obras Públicas, Vitor Konder e outras pessoas. A 22 de fevereiro, iniciava-se a primeira linha regular, a chamada "Linha da Lagoa", entre Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande. Em junho de 1927, era fundada a Viação Aérea Rio-Grandense (VARIG), sendo transferido para a nova empresa o avião "Atlântico", que recebeu o prefixo nacional P-BAAA. A 1° de dezembro do mesmo ano, a Condor Syndikat, que acabara de inaugurar sua linha Rio - Porto Alegre, era nacionalizada, com o nome de "Sindicato Condor Limitada", mas tomaria, durante a II Guerra Mundial, o nome de Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul (absorvida nos anos 80 pela VARIG). Em novembro de 1927, inaugurando a linha para a América do Sul da nova companhia francesa Aeropostale chegava ao Rio de Janeiro, Jean Mermoz, que se tornaria o mais famoso aviador da época.
Em 1929, a Nova Iorque - Rio - Buenos Aires Line (Nyrba) iniciava o serviço aéreo entre essas duas cidades e o Brasil, tendo sido fundada no Brasil a Nyrba do Brasil S.A., com linha semanal entre Belém e Santos, e que se transformaria na Panair do Brasil, extinta em 1965.
A fundação do Aeroloide Iguaçu, com linha inicial São Paulo - Curitiba e logo se estendendo a Florianópolis, marcou o ano de 1933. Em novembro de 1933 era fundada por 72 empresários, a Viação Aérea São Paulo - VASP, que iniciaria em 1936 o voo regular entre o Rio e São Paulo, a linha de maior tráfego da aviação brasileira. 
A extensão do país e a precariedade de outros meios de transporte fizeram com que a aviação comercial tivesse uma expansão excepcional no Brasil. Em 1960, o país tinha a maior rede comercial do mundo em volume de tráfego depois dos Estados Unidos. Na década de 1950, operavam cerca de 16 empresas brasileiras, algumas com apenas dois ou três aviões e fazendo principalmente ligações regionais. Se destacava na Amazônia, a então SAVA S.A. - Serviços Aéreos do Vale Amazônico, com sede em Belém, fundada pelo Comandante Muniz e que com a ajuda do seu amigo e futuro Ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Eduardo Gomes, conseguiu a concessão presidencial para voos regulares de passageiros, cargas e malas postais.
A crise e o estímulo do governo federal às fusões de empresas reduziram esse número para apenas quatro grandes empresas comerciais (VARIG, VASP, TransBrasil e Cruzeiro). Muitas cidades pequenas saíram do mapa aeronáutico, mas ainda nessa mesma década organizaram-se novas empresas regionais utilizando, inicialmente, os aviões turbohélices fabricados no Brasil pela Embraer, Bandeirante EMB-110 e o Brasília.
A VARIG absorveu a Cruzeiro e adquiriu outras empresas regionais, se transformando, no início do século XXI, como a maior transportadora da América Latina e a então regional TAM, dirigida pelo Comandante Adolfo Rolim Amaro - falecido em Julho de 2001 em acidente de helicóptero no Paraguai -, assumiu o posto de segunda maior empresa do continente sul-americano. Entretanto muita coisa mudou no início do século. A Transbrasil paralisou as suas atividades no final de 2001, teve pedido de falência protocolizado pela General Electric (aluguel de turbinas) e, em seguida, foi a vez da VASP, que parou por decisão judicial. A VARIG, também com dificuldades financeiras, foi dividida em diversas empresas menores e a novata GOL - Linhas Aéreas Inteligentes, assumiu o que a companhia gaúcha tinha de melhor. Diversas empresas menores foram criadas e outras regionais ampliadas. No ano de 2011 se pôde observar um cenário totalmente diferente: A TAM assumiu o posto de maior empresa aérea da América Latina e maior operadora de aeronaves Airbus do hemisfério sul do planeta, com mais de 150 aviões; a GOL opera mais de 100 modernas aeronaves Boeing e disputa o mercado interno em igualdade de condições com a TAM além de voar para uma dezena de cidades na América do Sul e Central; a AZUL iniciou sua rotas, com base operacional em Campinas (SP), utilizando aeronaves fabricadas pela EMBRAER e pela ítalo-francesa ATR; a TRIP se transformou numa boa companhia (a TAM possui uma parte do seu capital social); a WEBJET, após muitos problemas operacionais, acabou se firmando quando foi adquirida pelo Grupo CVC; a Pantanal foi vendida para a TAM e deve sumir após mais alguns anos e outras menores já atuam por todo o país.
O mercado brasileiro vem crescendo a taxas superiores às do resto do mundo e os aeroportos não mais suportam o movimento trazendo transtornos aos mais de 150 milhões de passageiros que embarcaram em seus aeroportos em 2010. Há uma discussão sobre a privatização da INFRAERO, que não presta um serviço adequado, e foi criada uma secretaria especial para cuidar da aviação civil do país (em 2011). Também há de se destacar que diversas empresas internacionais passaram a voar para outras cidades brasileiras que não São Paulo e Rio de Janeiro (principalmente Brasília, Porto Alegre, Salvador, Recife, Belo Horizonte e Fortaleza). As principais companhias a voar para outras capitais brasileiras são a TAP (Portugal), COPA (Panamá), LAN (Chile), Iberia (Espanha), Pluna (Uruguai) e Aerolineas Argentinas (Argentina). Com a disputa da Copa do Mundo (2014) e das Olimpíadas (2016) no Brasil espera-se uma explosão no aumento do volume de passageiros, cargas e voos no país e o governo federal trabalha para conseguir atender a essa crescente demanda.

EM SOROCABA, NOSSA CIDADE

Sorocaba vem se firmando como polo da aviação executiva, com a inauguração de centros de serviço de grandes empresas no aeroporto Bertram Luiz Leopolz. A vocação do município abre espaço para quem quer se firmar na carreira, seja como piloto, mecânico de manutenção ou comissário de bordo. Em sua maioria jovens, muitas pessoas planejam trabalhar nessa área, em expansão no País e no mundo. 

A possibilidade de trabalhar em qualquer lugar no mundo e poder mudar de país conforme a própria vontade é o que levou Henrique Araújo, 23 anos, a fazer o curso de mecânico de manutenção de aeronaves. Por influência da família e do gosto por viajar, desde a adolescência ele observou que deveria trabalhar na aviação civil. "Era minha vontade, mas eu viajei e deixei de lado. Mas agora eu voltei e quis fazer o curso, por causa da carreira", explica o estudante, que pretende trabalhar na Nova Zelândia ou no Canadá. 

Também interessada em carreira na aviação civil, Daniele Nogueira de Brito Farias, 18, destaca que a paixão por voar foi decisiva para que ela escolhesse a profissão que iria ter logo no começo da adolescência. "Quando voei pela primeira vez, aos 14 anos, eu decidi ser comissária de voo", conta. O primeiros dias no curso deram a ela a certeza de ter escolhido certo. "O comissário, além de cuidar da segurança das pessoas, viaja o mundo, conhece outras culturas", justifica.

"O mercado de trabalho na aviação civil tem crescido diante da maior demanda por voos comerciais e executivos no Brasil", observa Carlos Alberto Tavares, diretor da Wings Aviação Civil, escola que forma esses profissionais em Sorocaba há oito anos. A escola de formação é procurada por centenas de jovens todos os anos.

De janeiro a agosto de 2013, procuraram a formação de piloto privado 472 pessoas. O curso de comissário de voo foi procurado por 877 interessados na profissão. Já a formação em mecânica de manutenção despertou o interesse de 780 jovens. 

Em pouco tempo 

Além de realizar o sonho de conhecer todo o mundo, as profissões ligadas à aviação civil chamam a atenção dos jovens também por conta do pouco tempo necessário para a formação. O curso de maior duração é o de mecânico de manutenção, com previsão de conclusão de dois anos. No entanto, é possível a formação em comissário de voo em apenas seis meses.

"Comissário de voo é a profissão mais rápida. O curso dura seis meses e o aluno está pronto para fazer a prova na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), sendo aprovado ficará pronto para o mercado", diz. Outra vantagem, comenta Tavares, é que o trabalho na aviação civil pode ser exercido em qualquer lugar do mundo, o que explica a vontade do estudante Henrique Araújo de viajar e trabalhar ao mesmo tempo. "É uma profissão universal. Os nossos alunos, depois de formados, podem trabalhar em qualquer lugar do mundo", ressalta.

O salário inicial de um comissário de voo gira em torno de R$ 3 mil, revela Tavares. "Depende da empresa aérea e de outros fatores. Um chefe de cabine recebe em média R$ 7 mil, mas depende da empresa", complementa. O salário de mecânico de manutenção tem o valor inicial menor, por volta de R$ 2 mil. A profissão, no entanto, pode ser exercida em diversos locais, explica o diretor. "Mas isso varia de acordo com o conhecimento, o segmento, aviação geral, transporte aéreo, aviação agrícola, executiva, e a empresa que ele trabalha."

As diversas empresas de manutenção de aeronaves no aeroporto de Sorocaba contribuem para que essa mão de obra seja absorvida pelo mercado. "Sorocaba hoje é o maior polo de manutenção aeronáutica do País, e creio até da América do Sul, e demanda mão de obra", diz Tavares.




Aeroporto Estadual de Sorocaba

Sorocaba se tornou referência na manutenção de aeronaves
no Aeroporto Bertram Luiz Leopolz.



FOTOS ILUSTRATIVAS - AERONAVES



Quadrimotor turbo-hélice OC 13-H


Aeropostale Paris-Rio 1927


Hidroavião Atlântico


Aeronaves estacionadas no Aeroporto de
Congonhas, São Paulo


Aeronave da Azul


Boing 737-300


Aeronave da antiga Cruzeiro do Sul


Aeronave da Gol


Aeronave da LATAM


Aeronave da extinta Panair do Brasil


Aeronave da extinta Sadia


Aeronave da extinta TrasnsBrasil


Aeronave da extinta VASP


Aeronave da SAVE (Vale Amazônico)



Fábrica da EMBRAER em São José dos 
Campos, SP e...



O "Bandeirante", primeiro modelo fabricado 
pela empresa, o qual está completando
quarenta anos



Atualmente 700 jatinhos sobrevoam o Brasil



NHR Serviço de Táxi Aéreo



Helicóptero Jet Ranger - KTO da
Táxi Aéreo Service



Helicóptero Sikorski S-02 A da
 Líder Táxi Aéreo


Comandante Rolim Amaro, fundador
da TAM


FOTOS ILUSTRATIVAS - OS 10 AEROPORTOS MAIS MOVIMENTADOS DO BRASIL



Aeroporto Internacional de Guarulhos - SP


Aeroporto de Congonhas, São Paulo, SP


Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim
Rio de Janeiro



Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek - Brasília - DF



Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim
Rio de Janeiro - RJ (Galeão)



Aeroporto Internacional Tancredo Neves
Belo Horizonte, MG



Aeroporto Internacional de Viracopos - Campinas, SP



Aeroporto Santos Dumont - Rio de Janeiro, RJ


Aeroporto Internacional Salgado Filho
Porto Alegre - RS


Aeroporto Internacional Deputado Luiz Eduardo Magalhães
Salvador, BA





CONCLUSÃO


         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação. 


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero emérito da Igreja Presbiteriana do Brasil e membro da Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com




segunda-feira, 6 de novembro de 2017

INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA BRASILEIRA - RESUMO HISTÓRICO ILUSTRADO

APRESENTAÇÃO

Como meu trabalho intitulado História da Estrada de Ferro Sorocabana (http://wilson-ribeiro.blogspot.com.br/2014/10/historia-da-estrada-de-ferro-sorocabana_3.html) tem alcançado razoável quantidade de visualizações, achei por bem fazer um trabalho sobre a indústria automotiva no Brasil.

Sempre gostei de veículos automotores e, na infância, lá no sitio onde nasci no Município de Campos Novos Paulista, era para mim, um menino de 7 anos de idade, uma aventura estar em pé na carroceria dos caminhões de uma fábrica de amido multinacional instalada em Ribeiro do Sul, município vizinho, quando os Ford 1946 iam lá buscar a mandioca que minha família produzia.

Morando em Santa Cruz do Rio Pardo em casa de parentes para poder terminar o curso primário, eu tinha um costume singular: Subir no paralama e verificar no velocímetro qual a velocidade que os caminhões alcançavam, a tara e a lotação dos mesmos.

Somente em 1974 consegui comprar meu primeiro carrinho financiado em quarenta meses. Foi um fusquinha beje ano de fabricação 1969. Foi uma bênção, pois fizemos muitas viagens com ele até troca-lo por uma Brasilia vermelha ano 1976.

Daí em diante foram diversas vendas e compras, mas só consegui ter um veículo zero quilômetro: um Palio azul 2008. Em 2012 por motivo de problemas nos olhos fui aconselhado pelo oftalmologista a não dirigir mais.
Hoje ando de carona, com minha esposa dirigindo com muita propriedade nosso Uninho branco ano de fabricação 2008. E está bom demais!

Para elaborar meu trabalho, fiz uma pesquisa na internet, encontrando um texto conciso e optei por ele, pois os outros são longos e cansariam o leitor. Pesquisei também, conforme veio à mente, os modelos de veículos nas várias categorias, fabricados pela vez no Brasil, o que por certo vai fazer o leitor sentir um pouquinho de saudade, visto que poderá ter possuído um deles.

Devo esclarecer que as fotos são uma amostra e não tem a intenção de fazer uma lista completa  de todos os modelos de caminhões, ônibus, automóvel, etc. fabricados em nosso país.

HISTÓRICO

A indústria automotiva está presente no Brasil desde o início do século XX, e passa a atuar de forma direta em território nacional a partir da década de 50 do mesmo século.
O primeiro automóvel no Brasil foi um Peugeot, modelo francês importado de navio até a cidade de Santos, pelo jovem de 18 anos chamado Alberto Santos Dumont, em 1894. A primeira empresa a estabelecer um escritório no país foi a Ford, em 1919. Em 1925 seria a vez da General Motors, ambas baseadas na capital paulista. Na década de 20 surge a primeira rodovia asfaltada, a Rio-Petrópolis, inaugurada pelo presidente Washington Luís, que tinha como lema "governar é abrir estradas".
O verdadeiro nascimento da indústria automotiva ocorre durante os governos de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. O primeiro tomou medidas importantes como a proibição da importação de veículos montados e a imposição de alta taxação de peças. Outro ponto capital, não só no nascimento da indústria automobilística como na de outros setores foi a instalação da CSN - Companhia Siderúrgica Nacional, que possibilitou  a manufatura em território brasileiro de chapas e barras de ferro e aço, matéria-prima de todo automóvel, bem como a fabricação de várias peças.
Já Kubitschek deu o passo seguinte, dando condições às indústrias no Brasil para desenvolver localmente qualquer tecnologia estrangeira. A primazia do primeiro carro 100% fabricado nacionalmente coube à Romi, indústria de tornos e equipamentos agrícolas, que obteve o licenciamento de um minicarro italiano, o Isetta. Surge assim, em 1956, a Romi-Isetta, como ficou conhecida, com um motor semelhante ao de uma motocicleta, rodas diminutas, aro 14 e somente uma porta, frontal. No mesmo ano, outras fábricas, como a FNM (Fábrica Nacional de Motores) e a Vemag (de origem alemã) lançavam carros totalmente nacionais, apesar de serem cópias licenciadas de modelos baratos europeus e norte-americanos. Kubitschek criou ainda o GEIA - Grupo Executivo da Indústria Automobilística, destinado a viabilizar as iniciativas de produção de automóveis nacionais.
Em 1959 é a vez da Volkswagen, que instala sua filial em São Bernardo do Campo, SP, e monta os primeiros Fuscas e Kombis nacionais. A empresa irá liderar o mercado de automóveis no Brasil até o início dos anos 90. O automóvel nacional tornava-se uma realidade palpável, e o cenário urbano já era "invadido" pelos modelos nacionais, que ocupavam o espaço dos importados.
No fim dos anos 60 e início dos 70, o consumidor se torna mais exigente, e os modelos passam a ter uma qualidade melhor, sendo que várias empresas pequenas surgem, com destaque para a Gurgel e a Puma. Ao mesmo tempo, quatro empresas irão se consolidar como as principais fabricantes do país, dominando quase todo o mercado: Volkswagen, GM, Ford e Fiat.
Nos anos 90, a importação de veículos volta a ser estimulada, abrindo o mercado brasileiro. Atualmente, o Brasil possui 20 empresas competindo em um lucrativo mercado, onde estima-se que haja proporcionalmente um carro para cada cidadão brasileiro na região da grande São Paulo.
Bibliografia:
Enciclopédia do automóvel - História do carro brasileiro. Disponível em: <
http://www.carroantigo.com/portugues/conteudo/curio_hist_carro_brasileiro.htm>. Acesso em: 25 nov. 2012.
Indústria automobilística. Disponível em: <
http://www.saopaulo.sp.gov.br/conhecasp/historia_republica-industria-automobilistica>. Acesso em: 25 nov. 2012.


GALERIA ILUSTRATIVA

Veículos pioneiros das montadoras no Brasil:


Caminhão Mercedes Benz diesel 1956



Lambreta LD 60 ano 1958


Automóvel Aero Willis ano 1960


Caminhão Chevrolet ano 1958



Automóvel Chevrolet Opala 1968


DKW Vemag ano 1957


Dodge Dart ano 1968


Fiat 147 ano 1976


Caminhão FNM (FeNeMê) ano 1954


Caminhão Ford F-600 ano 1957


Automóvel Galaxie 500 ano 1966/67


Jeep Willis ano 1964


Wolksvagem Kombi ano 1959


Caminhão Scania  L-75 ano 1959


Caminhão Mercedes Benz LAP ano 1960


Ônibus Scânia ano 1959


automóvel Renault Gordini ano 1967


Romiseta ano  1960



Rural Willis 1958




Simca Chambord 1958



Trator Ford BR Diesel  ano 1960



Vespa M3 ano 1958



Automóvel Volkswagen 1959.



Moto Yamaha RD 50 ano 1975



Moto Honda CG 125 ano 1976



Alberto Santos Dumont, o primeiro
 brasileiro a trazer um veículo com motor
a explosão no Brasil, que foi um...



Peugeot  ano 1890



Amaral Gurgel e o seu veículo genuinamente
 brasileiro - 1969 a 1996).



Presidente Washington Luiz -
seu lema "Governar é construir 
estradas"



Presidente Getúlio Vargas
Criou a Cia. Siderúrgica Nacional
possibilitando a fabricação de motores
com o aço produzido na usina de Volta
Redonda, RJ.



Presidente Juscelino Kubitschek de 
Oliveira - Em seu governo (1956-1960)
aconteceu o desenvolvimento da
indústria automotiva brasileira


Fonte: Internet


CONCLUSÃO


         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação. 


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM



Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero emérito da Igreja Presbiteriana do Brasil e membro da Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com