terça-feira, 17 de outubro de 2017

A ESCOLA ENSINA; A FAMÍLIA EDUCA

APRESENTAÇÃO

Com licenciatura plena em Pedagogia, atuação na área da educação formal por mais de dez anos e em educação religiosa  por mais de cinquenta, contiuo sendo uma pessoa muito interessada no tema “Educação”.
Faço distinção entre a educação que recebemos em casa, passada de pais para filhos de geração em geração com aquela que recebemos na escola, que deve ser mais apropriadamente chamada de instrução ou ensino.
Na prática, eu e minha esposa nos tornamos professores depois de casados e conseguimos proporcionar formação superior aos nossos dois filhos e duas filhas.
Isto posto, achei por bem compartilhar mais um texto muito interessante que selecionei na internet, de autoria de uma mestra em atividade na área educacional.

Vamos ao texto:

"Nos últimos tempos, a escola tornou-se alvo de preocupação da sociedade, do governo, dos intelectuais, dos políticos. Qualidade do ensino, inclusão de novas disciplinas, abordagem de problemas atuais, capacitação de professores, adoção de novas tecnologias etc, são temas discutidos por toda parte. Pais acusam a escola de não cumprir satisfatoriamente o seu papel. Professores querem os pais como parceiros na formação das crianças. Parte dessa preocupação está na confusão que existe entre educar e ensinar – que não são sinônimos e nem, necessariamente, acontecem ao mesmo ou depende um do outro. O dicionário ajuda a entender a diferença entre os dois vocábulos. O termo ensino tem origem no verbo insignare, que significa “transmitir conhecimento”; enquanto educação vem da raiz educatio, que denota o “processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança”, o que abrange uma visão mais integral do aprendizado. O que significa ensinar? Ensinar é instruir, repassar conhecimento, isto é, o ritual que acontece na escola, na sala de aula, onde o professor ensina uma disciplina como matemática, história, português ou biologia. O ato de ensinar se dirige ao intelecto, enriquecendo-o com informações e conhecimentos. Quando falamos em “sistema de ensino”  estamos nos referindo ao conjunto de disciplinas escolares e à prática pedagógica de transmiti-las. O que significa educar? Educar é formar caráter, refinar sentimentos, sedimentar valores necessários ao convívio, manutenção e desenvolvimento da sociedade como um todo. A educação acontece em todo lugar e não necessariamente na escola (que é o local por excelência do ensino). Educa-se em casa entre a família, na rua entre amigos ou desconhecidos, no ambiente de trabalho ou no lazer.  Solidariedade, amizade, compaixão, honestidade, responsabilidade são valores que transmitidos pela educação, não pelo ensino. Educar não necessita de um currículo, nem de cursos de pedagogia ou licenciatura. O ato de educar se realiza por exemplos: modelos de conduta, manifestações de empatia, controle da vontade e expressões de valores morais e éticos. A criança e o adolescente podem aprender muita coisa sem, entretanto, terem sido educados. Conheço pessoas com pouca instrução mas educadas, com princípios morais irretocáveis. Já os corruptos e grandes golpistas são indivíduos que tiveram muito ensino e pouca (ou nenhuma) educação. Lembro o caso dos alunos da Medicina que violentaram suas colegas:  rapazes oriundos das melhores escolas, com alto nível de ensino e baixo nível de educação. A escola deveria se ocupar em educar além de ensinar? Essa é uma discussão sem fim. A família tem se ocupado em educar ou ensinar? Quando damos um tablet ou celular de última geração aos nossos filhos, aplaudimos a facilidade deles rapidamente dominarem a tecnologia – isso é valorizar aprendizagem, não a educação. Pais, tios e adultos em geral – não abram mão de seu papel de educadores. Deixem aos professores, ao Enem e aos vestibulares a tarefa de medir a qualidade do ensino. Exijam da escola um ensino de excelência, e façam a sua parte, educando seus filhos. Caberá à escola, então, refinar essa educação agregando valores ao ensino. Esse aprendizado será cobrado pela vida, não pelos vestibulares."

Fonte: http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/a-escola-ensina-ou-educa/

SOBRE A AUTORA DO TEXTO



Joelza Ester Domingues é mestre em História Social pela PUC-SP. Lecionou nos colégios Marista Arquidiocesano e Santa Cruz, ambos em São Paulo, capital, e também nos cursinhos pré-vestibulares Objetivo e Intergraus. Autora das coleções didáticas “História em Documento” e “Projeto Athos-História”, ambas pela editora FTD.

CONCLUSÃO


         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação, ou por mensagem no Facebook.

SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM



Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero emérito da Igreja Presbiteriana do Brasil e membro da Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

EDUCAÇÃO: NO LAR OU NA ESCOLA?

APRESENTAÇÃO

Acredito que posso me considerar um educador nos termos técnicos da palavra, que é: Profissional ou especialista em pedagogia; o que estuda e aplica a arte de educar.(Dicionário Online de Portuguesa). Sou  pedagogo, com licenciatura plena e dez anos atuando na área da Educação.
Com minha esposa professora Claudineide, criamos e educamos dois filhos e duas filhas, que hoje criam e educam os filhos deles.
Achei por bem selecionar um artigo na internet e compartilhar com os amigos (as) sobre a educação no lar. Fiz isso porque existe muita gente achando que educação se adquire nas escolas.
Eu afirmo sem medo de errar: No lar recebemos edução (ou não). Aí estamos falando de comportamento perante a sociedade. Na escola recebemos instrução, ou seja, aprendemos Matemática, Geografia, Línguas, etc, o que fará do aluno uma pessoa instruída, mas não necessariamente educada no sentido tradicional da palavra, ou seja: polida, lhana no trato com as outras pessoas, respeitosa em todos os sentidos.
Mas vamos a um artigo escrito por uma pessoa que trabalha diretamente no assunto. Ela está indetificada no final da postagem.
"A mão que segura o arco é que dará direção à flecha." Essa frase, de autor desconhecido, nos traz uma sábia verdade quando ponderamos sobre a influência dos ensinamentos dentro do lar.
Que tipo de lar estamos proporcionando aos nossos filhos? É um lar onde o aprendizado é constante e de forma eficaz ou é um lar onde se delegam responsabilidades divinas a terceiros, como escolas e babás?
Devemos avaliar que tipo de educação estamos proporcionando aos nossos filhos, e quando menciono educação me refiro a todas as áreas que compõem a vida de uma pessoa: a cívica, a espiritual, a acadêmica e profissional. Embora existam instituições específicas para contribuir com o desenvolvimento de cada uma dessas áreas, será no lar que os princípios norteadores serão melhor ensinados. Princípios esses que formarão a personalidade e caráter dos nossos filhos.
O adulto que seu filho se tornar será em parte criado por você, pai e mãe, sua participação é fundamental, seu exemplo e direção serão determinantes para o tipo de pessoa que seus filhos virão a ser um dia. Não podemos nos omitir ou delegar tamanha responsabilidade a terceiros.
Neal A. Maxwell perguntou certa vez: "Quando a verdadeira história da humanidade for plenamente revelada, será que ela apresentará os ecos de tiros de armas de fogo ou o som formador de caráter das cantigas de ninar? Os grandes armistícios realizados pelos militares ou a pacificação efetuada pelas mulheres no lar e nas comunidades? Será que o que aconteceu nos berços e nas cozinhas há de se provar mais determinante do que o que aconteceu nos congressos?"
Como mães podemos cometer o terrível engano de achar que brinquedos e bens materiais são o suficiente para compensar a ausência perante os filhos. Nada será mais importante ou será de maior valor do que sua presença sendo exemplo e influência para seus filhos. O futuro deles dependerá da escolha que caberá a você fazer.
Há casos em que a mãe precisa trabalhar fora, mas se houver a opção de escolher, que escolham seus filhos e o futuro deles. Que escolham estar com eles a cada dúvida que eles tiverem no dever de casa, cada choro por um joelho ralado, cada primeiro passo, cada primeiro dente que nasce e que cai, cada primeira palavrinha que eles disserem, cada bagunça de brinquedos espalhados pela casa, cada reunião de pais na escola, cada escovação de dentes, banho, enfim a cada simples momento da vida, mas que terão profunda influência sobre quem seu filho se tornará no futuro.



SOBRE A AUTORA DO ARTIGO


                                                                                                                              

Taís Bonilha da Silva, estudante de Psicologia, atua na área da Saúde Mental. Participa do Programa de Monitoria na Universidade na disciplina de Análise do Comportamento. Esposa e mãe de dois filhos.



CONCLUSÃO


         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação, ou por mensagem no Facebook.

SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM



Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero emérito da Igreja Presbiteriana do Brasil e membro da Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com

domingo, 1 de outubro de 2017

TRATAMENTO DE VARIZES COM APLICAÇÃO DE ESPUMA (Escleroterapia)

APRESENTAÇÃO


Fiz a primeira cirurgia de varizes em fins de 1959 para poder ser admitido para trabalhar na Cia. Brasileira de Alumínio. Eram muito pequenas, na perna esquerda e a explicação para a aparição delas era o meu trabalho muito pesado que enfrentei nas olarias a partir dos treze anos. A última olaria foi em Alumínio e pertencia ao Sr. Paulo Dias. As demais foram no interior paulista.
Admitido, fui trabalhar como Operador de Ponte Rolante e passava o tempo todo de pé, manobrando o equipamento. Além disso, para chegar até ela ou para descer, tinha de usar uma escada vertical chumbada na parede com altura aproximada de quinze metros.
As varizes voltaram e tive de operá-las novamente em fins de 1961 na Santa Casa em Sorocaba. Aproveitei o período de recuperação para fazer um curso de datilografia com a então jovem Ivone Molinari e, com um curso de contabilidade por correspondência, fui trabalhar na Seção Pessoal.
Em outubro de 1981, como Chefe da Seção Métodos e Processos e sendo uma espécie de “faz de tudo” – lembra o “Severino” do saudoso comediante Paulo Silvino, ajudei na produção de uma filmagem institucional da CBA. 
Ao final dela, apresentava uma trombose na perna esquerda. Mostrei a situação ao Dr. Figueirôa que estava presente e ele, após dar-me um pito –“jovem – ninguém é insubstituível” mandou que me encaminhassem à Beneficência Portuguesa onde fiz a última cirurgia possível na referida perna.
Trabalhei mais onze anos na CBA, quatro na Prefeitura em Mairinque, além dos longos períodos lecionando à noite, e para encerrar, dei duro durante mais de dez anos para formar um terreno vazio em uma aprazível chácara em Araçoiaba da Serra, onde moramos durante 14 anos.
Convivendo com as varizes, sofrendo algumas dores e evitando usar bermudas por causa do “azulado” de grande parte da perna, aguardei até agora, quando então arrumei um dinheirinho extra e estou fazendo um tratamento que está dando excelente resultado.
Ele se chama Escleroterapia e para esclarecer mais sobre o assunto, selecionei um artigo na internet e estou transcrevendo-o, estampando também algumas fotos ilustrativas.
Caso você queira saber mais detalhes a respeito, pode usar meu e-mail citado no final da postagem ou então mensagem inbox no Facebook: (https://www.facebook.com/wilson.docarmoribeiro)

Vamos ao texto:

TRATAMENTO DE VARIZES COM APLICAÇÃO DE ESPUMA (Escleroterapia)


 “As varizes, veias dilatadas e tortuosas provocadas pela acumulação de sangue nas vênulas, são um problema bastante inestético que afeta homens e mulheres. Especialmente nas pernas, mas também em outros locais do corpo, os vasinhos e as varizes arruínam qualquer look.
Se está à procura de opções de tratamento para varizes, uma das mais eficazes é a escleroterapia.
Este método atua diretamente em cada variz, resultando na sua diminuição, ou mesmo eliminação. Um dos tipos de escleroterapia é o tratamento com espuma densa. Conheça melhor este tratamento, e ainda, os riscos da escleroterapia.

 

Escleroterapia com espuma


A escleroterapia com espuma densa é um método que permite abrandar ou eliminar varizes, através da aplicação de uma substância esclerosante em forma de espuma, denominada de Poidocanol, diretamente em cada variz. Este método é particularmente eficiente em vasinhos (microvarizes) e varizes com um calibre de 2 mm, conseguindo eliminá-las por completo.
Já nas varizes maiores, este método não terá resultados a 100%, já que não conseguirá eliminar por completo a variz. Contudo, a escleroterapia com espuma irá reduzir o seu tamanho, sendo, no entanto necessária várias aplicações na mesma variz para conseguir Fo resultado de uma forma considerável.
Após cada sessão de escleroterapia com espuma, o paciente deve utilizar durante todo o dia meias de compressão elásticas, à exceção de quando estiver tomando banho ou a dormindo, de modo a melhorar o retorno venoso, e dessa forma, reduzir o risco de surgimento de novas varizes. Durante os dias seguintes a cada sessão deve evitar expor a região tratada ao sol, de modo a evitar o aparecimento de manchas. Se existir a possibilidade de isso acontecer, deve utilizar um bloqueador solar na área intervencionada.
A escleroterapia com espuma é um método que causa algum desconforto e dor, devido à picada da agulha no momento da injeção, mas também, causada pela entrada da substância química na veia. Contudo, apesar do incômoda, a dor causada pelo tratamento é bem tolerada pela grande maioria dos pacientes.

 

Riscos da escleroterapia com espuma


Apesar de ser um tratamento bastante seguro e com riscos muito pequenos, existe, no entanto uma hipótese muito diminuta, em casos muito raros, de ocorrência de uma trombose venosa profunda ou de uma embolia, que pode, por exemplo, levar ao deslocamento de coágulos através do corpo, e chegar ao pulmão.


Antes e depois das alicações
Fonte: http://www.fotosantesedepois.com/escleroterapia-com-espuma/ (com algumas adequações de linguagem).


ILUSTRAÇÕES





















CONCLUSÃO


         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação, ou por mensagem no Facebook.

SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM



Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero emérito da Igreja Presbiteriana do Brasil e membro da Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com




quinta-feira, 21 de setembro de 2017

MISSIONÁRIO BLACKFORD E A ORGANIZAÇÃO DA 1ª IGREJA PRESBITERIANA EM SOROCABA

APRESENTAÇÃO


Neste trabalho desejamos discorrer um pouco sobre a vida e obra de uma importante figura dos primórdios do presbiterianismo no Brasil, o Reverendo Alexander Latimer Blackford.
Mas quem foi esse servo de Deus? E sua esposa, irmã de Simonton? O Reverendo Alderi Matos de Souza, historiador oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil responde nossa pergunta de forma bastante concisa, como veremos nesta transcrição:
 Um grande colaborador por vários anos foi o Rev. Alexander Latimer Blackford, casado com a irmã de Simonton, Elizabeth (Lille). Após uma longa e perigosa viagem de navio, o casal Blackford chegou ao Rio de Janeiro em julho de 1860, menos de um ano após a chegada do pioneiro. Apesar de algumas divergências quanto ao melhor local para a sede da missão – Blackford preferia São Paulo; Simonton, o Rio –, este teve em Blackford um grande auxiliar que, entre outras coisas, o substituiu na Igreja do Rio durante uma prolongada viagem de Simonton aos Estados Unidos (março de 1862 a julho de 1863). Em outubro de 1863, Blackford e Lille mudaram-se para São Paulo a fim de fundar o trabalho presbiteriano naquela cidade (a igreja foi organizada em 5 de março de 1865). Blackford haveria de dedicar trinta anos de sua vida à obra missionária no Brasil, tendo falecido em 1890.

       Elizabeth Simonton Blackford teve a honra de ser a primeira missionária presbiteriana a chegar ao Brasil e foi grande ajudadora do seu marido e do seu irmão. Aprendeu a amar profundamente o povo brasileiro, a quem chamava de “o meu povo”. Foi no lar amigo e acolhedor dos Blackford em São Paulo, na antiga rua Nova de São José, n° 1 (junto ao Largo de São Bento), que Simonton faleceu em 9 de dezembro de 1867, encerrando o seu curto e abençoado ministério no Brasil. Hoje, quem visita o Cemitério dos Protestantes naquela cidade vê lado a lado os túmulos de Simonton e de sua irmã, a consagrada Elizabeth, falecida em 1879.

BLACKFORD  EM SOROCABA


Para chegarmos ao ponto em que O missionário Reverendo Blackford organizou a primeira Igreja Presbiteriana de Sorocaba e toda a região, há um caminho relativamente longo a percorrer, historicamente falando.
Para chegarmos ao ponto em que o missionário Reverendo Blackford organizou a primeira Igreja Presbiteriana de Sorocaba, há um caminho relativamente longo a percorrer, historicamente falando.
E quem vai discorrer sobre esse período é o Reverendo Matheus Benevenuto Júnior, o qual será devidamente apresentando por nós no decorrer do histórico que vem a seguir, até culminar com a organização da referida igreja pioneira.


OS PRIMEIROS TEMPOS DO PRESBITERIANISMO EM SOROCABA


No Boletim do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba, edição de setembro/outubro de 2.003 à página 5 encontramos matéria do Reverendo Matheus Benevenuto Júnior, Ministro jubilado da Igreja Presbiteriana do Brasil e Pastor Emérito da Igreja Presbiteriana de Sorocaba. Nela, o autor nos traz importantes informações sobre o início do presbiterianismo em Sorocaba.


       Ele conta baseado em pesquisas feitas para o trabalho que vem elaborando, qual seja, a História da Igreja Presbiteriana de Sorocaba, que o trabalho presbiteriano nessa cidade teve início em 1.861, com a instalação de um depósito de Bíblias na casa do senhor José Antonio de Souza Bertoldo.


    Quem instalou esse depósito de Bíblias foi Simonton (sobre o qual já discorremos em outra secção). Este teria sido atraído à Sorocaba por três motivos básicos: 1 – Pelo espírito liberal aqui reinante; 2 – pela feira de muares; 3 – Por residir em Sorocaba um compatriota de Simonton, o médico Dr. Reinhardt, que cuidava dos trabalhadores da real fábrica de ferro de Ipanema.
      Pouco tempo depois, além de Bertoldo havia mais dois colportores de bíblias. Continuando em sua narrativa, o articulista afirma que o depósito de Bíblias foi muito importante para a preparação e abertura do caminho para os pregadores presbiterianos que viriam depois. As notícias a respeito desse depósito de Bíblias eram veiculadas no jornal presbiteriano, à época, com o nome “Imprensa Evangélica”.
      Nessa época, os pastores partiam de Sorocaba e chegavam até Faxina, atual Itapeva, levando as boas novas do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O Reverendo Benevenuto destaca ainda a presença de uma importante figura nesses primórdios do presbiterianismo em Sorocaba e região: José Manoel da Conceição. Como padre, Conceição tinha ideias protestantes, assimiladas no contato com os missionários que vieram ao Brasil para auxiliar Simonton. Por conta disso, ele era visto com certa desconfiança por seus superiores. Conceição, como padre, trabalhou em vastas regiões do interior paulista e sul de Minas Gerais. Convertido e ordenado pastor presbiteriano ele fez questão de pregar o evangelho aos seus ex -paroquianos.
         Retornando ao já mencionado depósito de Bíblias, o Reverendo Matheus informa que Conceição, quando ainda padre, pregou nesse local, situado em frente ao Mosteiro de São Bento, hoje Banco Mercantil do Brasil. Conta que ali pregou também o Reverendo Alexandre Latimer Blakford, cunhado de Simonton.   
          De 1.861 a 1.869 um grupo de pessoas foi instruído nas doutrinas presbiterianas, de maneira que a 1º de setembro de 1.869 cinco pessoas foram batizadas e participaram da Santa Ceia. Nessa data, Blackford organizou a Igreja Presbiteriana de Sorocaba, a quarta comunidade presbiteriana do interior

UM POUCO MAIS DA HISTÓRIA DE BLACKFORD

"Alexander Latimer Blackford
6 de janeiro de 1829 • A história de Alexander Latimer Blackford confunde-se com a do presbiterianismo brasileiro.
O Rev. Blackford foi um missionário norte-americano, pioneiro na implantação da Igreja Presbiteriana do Brasil.
Nasceu em 6 de janeiro de 1829 em Martins Ferry, Ohio, filho de pais cristãos piedosos. Formou-se em teologia pelo Western Theological Seminary em 1859, sendo ordenado ministro presbiteriano em 20 de abril do mesmo ano.
Blackford decidiu servir como missionário no Brasil, trabalhando como auxiliar de outro jovem pastor, o Rev. Ashbel Green Simonton. Chegou ao Brasil com a sua esposa, Elizabeth Blackford, irmã de Simonton, em 25 de julho de 1860.
Nos primeiros anos, auxiliou Simonton na direção da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, além de viajar por São Paulo e Minas Gerais pregando o Evangelho segundo a tradição reformada. Em 5 de março de 1865, organizou a Igreja Presbiteriana de São Paulo, sendo o seu primeiro pastor.
Ainda neste período de implantação presbiteriana em território brasileiro, Blackford organizou a Igreja Presbiteriana de Brotas, em 13 de novembro de 1865, que se tornou na terceira Igreja Presbiteriana no Brasil. Agora, com três igrejas, juntou-se a Simonton e ao Rev. George Chamberlain para organizar o Presbitério Rio de Janeiro, em 16 de dezembro daquele ano, sendo eleito o seu primeiro moderador.
 Organizou várias outras igrejas nos anos seguintes, foi o editor do jornal Imprensa Evangélica, que foi o primeiro periódico protestante da América Latina, e professor do "Seminário Primitivo", que veio a ser também o primeiro seminário protestante da América Latina, entre os anos de 1867 e 1870. Em 1875, foi ameaçado com base na Constituição do Brasil, que dizia ser o catolicismo a religião oficial.
A partir de 1880, Blackford fixou residência em Salvador, Bahia, trabalhando na implantação do presbiterianismo naquela região. Isto não o impediu de continuar ativo na vida conciliar da Igreja, sendo eleito o primeiro moderador do Sínodo do Brasil, organizado em setembro de 1888, tornando, assim, a Igreja brasileira autónoma em relação à norte-americana.
Em 10 de maio de 1890, enquanto gozava de férias com sua família em Atlanta nos Estados Unidos, foi acometido de uma grave doença, vindo a falecer apenas quatro dias depois, em 14 de maio do mesmo ano.
 "As atas da missão dizem que, pouco antes de morrer, o Rev. Blackford cantou «hinos na língua dos brasileiros, o povo que ele amou entranhadamente, louvando o seu Rei e Pai, a quem servira com firmeza e constância.»" (Matos, A. S., p. 37)."


FOTOS ILUSTRATIVAS (Internet)


Rev. Alexander Lartimer Blackford


Simonton com a filhinha
Helen, que foi criada por
Blackford e esposa devido
ao falecimento dos pais da
menina


Casa do Sr. Bertoldo, onde Simonton montou
o primeiro depósito de bíblias em Sorocaba


Primeiro templo da Igreja Presbiteriana
de Sorocaba, construído em 1882


O templo da Igreja Presbiteriana de Sorocaba,
a primeira de Sorocaba e região.


Reverendo Matheus Benevenuto Júnior 
e sua família em seus primeiros anos
 de Sorocaba (Ele chegou aqui em 1958).


Rev. Wagner Bernardi,
atual pastor da igreja

CONCLUSÃO


         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação, ou por mensagem no Facebook.

SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero emérito da Igreja Presbiteriana do Brasil e membro da Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com