quarta-feira, 30 de julho de 2014

A VIDA DE JESUS CRISTO




INTRODUÇÃO


         O material que disponibilizamos aos leitores nesta postagem foi criteriosamente escolhido entre as várias publicações encontradas na Internet. Como explico no final, fiz algumas adequações sem alterar nada no mérito da redação original da História de Jesus a qual temos o prazer de apresentar.


I – OS QUE ESCREVERAM SOBRE JESUS


            O Novo Testamento conduz-nos ao clímax da oba redentora de Deus, porque nos apresenta o Messias, Jesus Cristo, e nos fala  do começo da sua igreja. Os escritos de Mateus, Marcos, Lucas e João falam-nos do ministério de Jesus. 

Esses escritores foram testemunhas oculares da vida do Mestre, ou registraram o que testemunhas oculares lhes contaram, todavia não escreveram dele uma biografia completa. Tudo quanto registraram, realmente aconteceu, porém concentraram-se no ministério de Jesus, e deixaram aqui e acolá algumas lacunas na história da vida do Divino Mestre. Os homens que escreveram os evangelhos tinham em mira explicar a pessoa e a obra  de Jesus, registrando o  que ele fez e disse. E cada autor apresenta uma perspectiva ligeiramente diferente acerca de Jesus e de suas obras. Os autores dos Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) não tentaram relatar todos os eventos da meninice de Jesus, porque não era esse o motivo de escreverem. Não procuraram dar-nos, tampouco, registro da vida cotidiana. Eles se ativeram ao que é pertinente à salvação e ao discipulado.
         O Novo Testamento é a única fonte de informação substancial do primeiro século que temos a respeito da vida de Jesus. A literatura judaica ou romana daquele tempo quase não o menciona. Flávio Josefo, historiador judeu do primeiro século, escreveu um livro sobre a história do judaísmo, procurando mostrar aos romanos e gregos que essa religião não se distanciava muito do estilo de vida deles.  Disse ele:  "Ora, havia por esse tempo Jesus, um homem sábio, se for legítimo chamá-lo de homem, pois ele era um operador de obras maravilhosas, um mestre de quem os homens recebem a verdade com prazer. Atraiu para si muitos dos judeus e muitos dos gentios, ele era [o] Cristo. E quando Pilatos, por sugestão dos principais homens entre nós, condenou-o à cruz, os que o amavam a princípio não o abandonaram; pois ele apareceu-lhes vivo de novo no terceiro dia; conforme haviam predito os profetas divinos essas e dez mil outras coisas maravilhosas concernentes a ele. E o grupo de cristãos assim chamado em virtude de seu nome, não se extinguiu até hoje." 
( Flavius Josephus, Antiquities of the Jews,  Livro XVIII, cap. iii, Sec 3.)


II - A EXPECTATIVA PELA VINDA DO MESSIAS E O NASCIMENTO DE JOÃO BATISTA


            Os judeus dos dias de Jesus viviam na expectativa de grandes acontecimentos. Os romanos os oprimiam, mas eles estavam seguramente convictos de que o Messias viria em breve. Os variados grupos retratavam diferentemente o Messias, mas seria difícil, naquele tempo, encontrar um judeu que vivesse sem alguma forma de esperança. Alguns tinham a verdadeira fé e aguardavam ansiosos a vinda de um Messias que seria seu Salvador espiritual.
         Por volta do ano 6 aC, o sacerdote Zacarias oficiava no templo em Jerusalém. Queimava incenso no altar durante a oração vespertina quando lhe apareceu um anjo anunciando para breve o nascimento do primeiro descendente do sacerdote, um menino. Esse filho prepararia o caminho para o Messias; o espírito e o poder de Elias repousariam sobre ele (Lc 3.3-6). Seus pais deviam chamar-lhe João. Zacarias era um homem verdadeiramente piedoso, mas foi difícil crer no que ouvira; como consequência, ficou mudo até que Isabel (sua esposa) deu à luz.
          Nasceu o filho, foi circuncidado, e recebeu o nome segundo as instruções de Deus. Depois disso Zacarias readquiriu a voz e louvor ao Senhor.

III – A ANUNCIAÇÃO E O NASCIMENTO DE JESUS



         Três meses antes do nascimento de João, o mesmo anjo (Gabriel) apareceu a Maria. Esta jovem era noiva de José, carpinteiro descendente de Davi (Is 11.1). O anjo disse a Maria que ela conceberia um filho por obra do Espírito Santo e que ela deveria dar  ao menino o nome de Jesus (Lc 1.32-35; Mt 1.21). Ela aceitou a mensagem com grande mansidão, contente por estar vivendo na vontade de Deus (Lc 1.38).
         O anjo Gabriel também lhe disse que sua prima Isabel estava grávida, e Maria apressou-se a partilhar o júbilo mútuo. Ao encontrarem-se, Isabel saudou a     Maria como a mãe de seu Senhor (Lc 1.39-45). Maria irrompeu num cântico de louvor (Lc 1.46-56), ela ficou três meses com Isabel.
         José, o marido prometido a Maria, ficou totalmente chocado com o que parecia ser fruto de um terrível pecado (Mt 1.19) e resolveu abandoná-la secretamente. Então, em sonho, um anjo lhe explicou a situação, e instruiu-o a casar-se com Maria, sua pretendida esposa, como planejado.


IV - HERODES O GRANDE E A MATANÇA DOS INOCENTES 



         Herodes o Grande reinava na Judéia quando Jesus nasceu (Mt 2.1).  Em suas Antiguidades,  Josefo escreve que houve um eclipse da lua pouco antes da morte de Herodes (Livro XVII, cap xiii, Séc. 2). Esse eclipse poderia ser qualquer um dos três ocorridos nos anos de 5 e 4 aC; mas provável alternativa é 12 de março de 4 aC. Além do mais, o historiador judeu declara que o rei morreu pouco antes da Páscoa (Livro XVII, cap vi, Séc. 4) e a Páscoa ocorreu no dia 11 de abril do ano 4 aC. Assim, devemos concluir que Herodes morreu nos primeiros dias de Abril deste ano.
         Os magos do Oriente vieram adorar o Messias de Deus, mas uma vez que voltaram sem dar informação alguma a Herodes, ele mandou que seus soldados matassem todos os meninos de Belém de dois anos para baixo (Mt 2.16).  Isto quer dizer que Jesus nasceu no ano 6 ou 5 aC, e foi levado para o Egito no ano 4 aC.
         Não sabemos com exatidão em que mês e dia Jesus nasceu. A data 25 de dezembro não é muito provável. A igreja de Roma escolheu esse dia para celebrar o nascimento de Cristo, já no segundo ou terceiro século, a fim de obscurecer um dia santo de origem pagã, comemorado tradicionalmente neste dia. Anteriormente, a igreja Ortodoxa Oriental decidira honrar o nascimento de Cristo no dia 6 de janeiro, a epifania. Mas por estabelecer a data no inverno? As probabilidades de que os pastores cuidassem de seus rebanhos à noite, nas colinas, são mínimas. É mais provável que Jesus tenha nascido no outono ou na primavera.


V– OS PRINCIPAIS EVENTOS A RESPEITO DE JESUS


         Conhecemos cinco eventos da infância de Jesus, são eles:
1) Circuncisão - De acordo com a lei judaica, ele foi circuncidado ao oitavo dia e recebeu o nome de Jesus (Lc 2.21).
2) Apresentado no templo - Ele foi apresentado no templo para selar a circuncisão e também foi "redimido" pelo pagamento dos cinco ciclos. Para efeito de sua purificação, Maria fez a oferta dos pobres (Lv 12.8; Lc 2.24).

3) Visita dos Magos - Um grupo de "sábios" apareceu em Jerusalém, inquirindo acerca do nascimento de um "rei dos judeus". (Mt 2.2).
4) Fuga para o Egito - Deus disse a José que fugisse para o Egito com toda a família. Após a morte de Herodes, José voltou, e fixou residência em Nazaré, na Galileia.
5) Visita ao Templo - Quando tinha aproximadamente 12 anos (Lc 2.41-52) foi com os pais ao templo em  Jerusalém e oferecer  sacrifício. Enquanto estava ali, Jesus conversou com os dirigentes religiosos sobre a fé judaica. Ele revelou extraordinária compreensão do verdadeiro Deus, e suas respostas deixaram-nos admirados. Mais tarde, quando retornavam para casa, os pais de Jesus notaram a sua ausência. Encontraram-no templo, ainda conversando com os especialistas judaicos.

VI – O MINISTÉRIO DE JESUS CRISTO


         A Bíblia cala-se até ao ponto em que nos apresenta os acontecimentos que deram início ao ministério de Jesus, tendo ele cerca de trinta anos. Primeiro vemos João Batista deixando o deserto e pregando nas cidades ao longo do rio Jordão, instando com o povo a que se preparasse para receber o Messias (Lc 3.3-9).   João nasceu no seio de uma família piedosa e cresceu para amar e servir fielmente a Deus. Deus falava por meio de João, e multidões acudiam para ouvi-lo pregar. Dizia-lhes que se voltassem para Deus e começassem a obedecer-lhe. Ao ver Jesus, ele anunciou que este homem era o “... Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo 1.29). João batizou a Jesus; e ao sair Jesus das águas, Deus enviou o Espírito Santo em forma de pomba, que pousou sobre ele.
         O Espírito Santo guiou Jesus ao deserto, e aí ele permaneceu sem alimentar-se durante quarenta dias. Enquanto ele se encontrava nessa situação de enfraquecimento, o diabo veio e tentou-o  de vários modos. Jesus recusou as propostas do diabo e ordenou que ele se retirasse. Então vieram anjos que o alimentaram e confortaram.
         A princípio Jesus tinha a estima do povo. Em Caná da Galileia ele foi a uma festa de casamento e transformou água em vinho. Este foi o primeiro de seus milagres que a Bíblia menciona. Este milagre,  da mesma forma que os últimos, demonstrou que ele era verdadeiramente Deus. Da Galileia ele foi para Jerusalém onde expulsou do templo um grupo de vendedores ambulantes. Pela primeira vez ele asseverou de público sua autoridade sobre a vida religiosa do povo, o que fez que muitos dirigentes religiosos se voltassem contra ele.
         Um desses dirigentes, Nicodemos, viu que Jesus ensinava a verdade acerca de Deus. Certa noite ele foi ter com Jesus e lhe perguntou como poderia entrar no reino de Deus, que é o reino de redenção e salvação. (Jo 3.3)
Quando João Batista começou a pregar e atrair grandes multidões na Judéia, Jesus voltou para a Galileia. Aí ele operou muitos milagres e grandes multidões o cercavam. Infelizmente, as multidões estavam mais interessadas nos seus milagres do que nos seus ensinos.
         Não obstante, Jesus continuou ensinando. Ele entrava nos lares, participava das festas públicas, e adorava com os outros judeus em suas sinagogas. Denunciou os dirigentes religiosos do seu tempo porque exibiam uma fé hipócrita. Ele não rejeitou a religião formal deles; pelo contrário, Jesus  respeitava o templo e a adoração que aí se prestava (Mt 5.17-18). Mas os fariseus e outros dirigentes não viram nele o Messias e não cuidaram de ser salvos do pecado. Além do mais, não satisfeitos com o que Deus lhes revelara no Antigo Testamento continuaram fazendo-lhe acréscimos e revisando-o. Acreditavam que sua versão das Escrituras, examinada nos seus mínimos detalhes, dava-lhes a única religião verdadeira. Jesus chamou-os de volta às primitivas palavras de Deus. Ele era cuidadoso na sua forma de citar as Escrituras, e incitava seus seguidores a entendê-las melhor. Ensinava que o conhecimento básico das Escrituras mostraria que a vontade de Deus era que as pessoas fossem salvas mediante a fé nele.

     
   Perto da Galileia, Jesus operou seu mais surpreendente milagre até então. Tomou sete pães e dois peixes, abençoou-os e partiu-os em pedaços suficientes para alimentar quatro mil pessoas! Mas este milagre não atraiu mais gente à fé em Jesus; na verdade, as pessoas se retiraram porque não podiam imaginar por que e como ele queria que elas "comessem" seu corpo e "bebessem" seu sangue ( Jo 6.52-66).
         Os doze discípulos, porém, permaneceram fiéis, e ele começou a concentrar seus esforços em prepará-los. Cada vez mais lhes ensinava acerca de sua futura morte e ressurreição, explicando-lhes que eles também sofreriam a morte se continuassem a segui-lo.

VII – TRAIÇÃO, MORTE E RESSURREIÇÃO

        

         Esta atitude de Jesus o leva ao fim da sua vida na terra. Judas Iscariotes, um dos doze, traiu-o, entregando-o aos líderes de Jerusalém, que lhe eram hostis, e eles pregaram Jesus numa cruz de madeira entre criminosos comuns. Mas ele ressuscitou e apareceu a muitos de seus seguidores, exatamente como havia prometido, e deu instruções finais aos seus discípulos mais íntimos.   Enquanto o observavam subir ao céu, apareceu um anjo e disse que eles os veriam voltar do mesmo modo. Em outras palavras, ele voltaria de modo visível e em seu corpo físico.
Fonte: O Mundo do Novo Testamento - Editora Vida com adequações.


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro, 73 anos,  é industriário aposentado e pedagogo. É presbítero desde 1975, tendo servido nesse ofício nas IPs de Alumínio, Mairinque, Araçoiaba da Serra e Rocha Eterna Sorocaba .
E-mail: prebwilson@hotmail.com

terça-feira, 15 de julho de 2014

TEMPERAMENTOS TRANSFORMADOS



INTRODUÇÃO 

        Neste trabalho desejo compartilhar com os amigos um pouco daquilo que tenho aprendido a respeito do assunto relativo ao Temperamento.  Mas o que é isso?
         Entre as muitas definições disponíveis escolhi esta: “É o conjunto de características psicológicas que estão na base do comportamento geral de determinado indivíduo; modo de ser; índole; feitio; caráter.”

Fonte: http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/temperamento;jsessionid=0vxNOL7kQisEt2ZWVi95EQ__

Timothy F. "Tim" LaHaye, nascido em 1926, pregador americano cristão, escritor e palestrante em um de seus livros trata deste tema de uma forma muito interessante.  Li o livro e já o usei como base para realizar alguns estudos com pessoas da igreja que frequento – a Presbiteriana. O nome do livro é Temperamentos Transformados.        


TEMPERAMENTO E PERSONALIDADE

Somos dotados de caráter, temperamento e personalidade. E incrivelmente como tais atributos influenciam totalmente no relacionamento, tanto para o bem quanto para o mal, acabando com a dissolução do casamento.
Mais incrível ainda, é que nos apaixonamos pela pessoa oposta aos nossos defeitos e qualidades, por justamente faltar em nós àquelas qualidades e também defeitos, e os admiramos na outra pessoa.
Você já se pegou pensando como eu queria ser mais comunicativo? Mais calmo? Mais per doador? Mais isso ou mais aquilo? Ou ainda, já se culpou por ser duro demais? Perfeccionista? Irado? Tudo isso tem a ver com o nosso temperamento, que muitos de nós desconhecemos.
Vamos falar mais explicitamente aos casais. Sim, porque é numa relação conjugal aonde o temperamento de cada um vai se manifestar de forma mais palpável ao longo do tempo para cada um dos cônjuges.
Acredito que a frase: “eu nasci assim, cresci assim e vou morrer assim”, é um resumo do nosso temperamento, contudo, referida sentença não pode ser verdadeira em nós que somos nascidos de novo.
É bem verdade que continuaremos com a mesma personalidade e temperamento que adquirimos, mas aquilo que nos deforma, que nos faz pecar, o Senhor é poderoso para transformar, mudar e moldar.
Os estudos demonstraram que existem quatro tipos de temperamento: 

Sanguineo
Fleumático
Colérico
Melancólico

Geralmente possuímos dois tipos de  temperamento porém um deles sobressairá.


OS TEMPERAMENTOS - CARACTERÍSTICAS

Sanguíneo 

Temperamento sanguíneo -  características são variadas, desde as emoções da pessoa sanguínea até ao seu comportamento no seu papel de pai, mãe ou amigo, no trabalho e diversas profissões, passando pelos seus principais defeitos.
Em termos de emoções o sanguíneo é emotivo, demonstrativo, entusiasta e expressivo. Tem uma personalidade cativante, é um verdadeiro falador e contador de histórias e por norma está sempre de bom humor, embora a sua disposição possa variar. Faz-se notar onde quer que esteja, sendo alegre, curioso, inocente e sincero normalmente intitulado como “uma eterna criança”.
Como pai ou mãe o sanguíneo é apreciado pelos filhos, porque vê o lado positivo das crises e torna o lar divertido. É simpático com os amigos dos filhos. Em termos de dinâmica familiar é impaciente, egocêntrico, fala e não cumpre, diz tudo que vem à cabeça sem refletir, berra em casa com os filhos e não sabe disciplinar.
O sanguíneo faz amigos com facilidade e ama-os genuinamente. Desculpa-se facilmente e não guarda ressentimentos. Gosta de atividade, é despreocupado, aventureiro e por isso evita momentos de tédio. Gosta de elogios e é invejado pelos outros.
No trabalho oferece-se para tarefas, cria novas oportunidades, estimula e inspira os outros ao trabalho e à participação. É enérgico, entusiasmado e começa com brilhantismo, mas como é pouco organizado não termina o que começa. Pode parecer pouco desejado e é medroso.
Como qualquer temperamento apresenta defeitos, características menos apetecíveis por parte dos outros: é volúvel, indisciplinado, impulsivo, inseguro, instável, egocêntrico, barulhento, exagerado, medroso, explosivo, irrequieto e egoísta.
Por norma os sanguíneos são bons vendedores, oradores, atores e líderes.

Melancólico

O temperamento melancólico apresenta as seguintes características nas diversas áreas:
As emoções do melancólico
- Profundo e pensativo.
- Analítico, abnegado.
- Sério e cheio de propósitos.
- Pode ser um gênio.
- Talentoso e criativo.
- Artístico e músico.
- Filosófico e poético.
- Sensível aos outros.
- Cuidadoso, idealista.
O melancólico como pai/mãe
- Tem padrões altos.
- Quer tudo feito corretamente.
- Mantém a casa em ordem.
- Arruma a desordem dos filhos.
- Sacrifica-se pelos outros.
- Incentiva estudos e talentos.
- Extremamente perfeccionista com os filhos, não os deixa brigar, se sujar ou comer sozinhos.
- Sensível, iracundo.
O melancólico no trabalho
- Orientado por horário.
- Perfeccionismo, altos padrões.
- Detalhado, leal, dedicado.
- Persistente e minucioso.
- Ordeiro e organizado.
- Arrumado, econômico.
- Vê os problemas.
- Encontra soluções criativas.
- Precisa terminar o que começou.
- Gosta de gráficos, tabelas e listas.
- Habilidoso, minucioso.
O melancólico como amigo
- Faz amizades com cuidado.
- Fica contente em ficar no anonimato.
- Evita chamar a atenção.
- Fiel e devotado.
- Ouve reclamações.
- Resolve os problemas dos outros.
- Cuidado profundo com os outros.
- Chora de compaixão.
- Procura o parceiro ideal.
- Abnegado.

Principais Defeitos
- Egoísta.
- Amuado.
- Pessimista.
- Teórico, confuso.
- Anti-social, inflexível.
- Crítico, vingativo.
- Tendente à depressão.
- Complexo de inferioridade.
Profissões
- Artistas, filósofos
- Compositores
- Inventores

Fleumático

O temperamento fleumático apresenta o seguinte conjunto de características:
As emoções do fleumático
- Personalidade apagada.
- Acomodado e relaxado.
- Calmo.
- Paciente, equilibrado.
- Vida coerente.
- Quieto, mas engraçado.
- Compassivo e bom.
- Mantém as emoções sob controle.
- De bem com a vida.
- Pessoas de todas as horas.
O fleumático como pai/mãe
- É um bom pai.
- Reserva tempo para os filhos.
- Não tem pressa.
- Aceita tanto o ruim quanto o bom.
- Não se agita facilmente.
- Não se impõe ao problema.
- Deixa os filhos mandarem.
- Acomodada, medrosa.
- Não enfrenta os problemas.
- Não toma decisões rápidas.
- Pouca fé para finanças.
- Poucas perspectivas.
- Pouco ágil com as decisões dos filhos e marido, passiva.
O fleumático no trabalho
- Competente e estável.
- Pacífico e amável.
- Habilidade administrativa.
- Media problemas.
- Evita conflitos.
- Bom sob pressão.
- Encontra a maneira fácil.
- Diplomata, cauteloso.
- Cumpridor, eficiente.
- Conservador, prático
O fleumático como amigo
- De fácil convivência.
- Agradável.
- Pacífico, leal.
- Inofensivo, bom ouvinte.
- Senso de humor irônico.
- Gosta de observar as pessoas.
- Tem muitos amigos.
- Tem compaixão e cuidado.
- Bem humorado.
- Conservador.
- Fácil convívio.
Principais Defeitos
- Calculista.
- Temeroso.
- Indeciso.
- Contemplativo.
- Desconfiado.
- Pretensioso.
- Introvertido.
- Desmotivado.
Profissões
- Professores.
- Médicos.
- Cientistas.
- Humoristas.
- Escritores, editores de livros e revistas.
- Diplomatas.

Colérico

O temperamento colérico, ou seja, a pessoa com este tipo de temperamento pode apresentar as seguintes características:
As emoções do colérico
- Líder inato.
- Dinâmico e ativo.
- Necessidade compulsiva de mudanças.
- Precisa corrigir erros.
- Vontade própria, forte e decisiva.
- Sem emoção.
- Não se abate facilmente.
- Independente,  autossuficiente.
- Esbanja confiança.
- Pode fazer funcionar qualquer coisa.
O colérico como pai/mãe
- Exerce liderança sólida.
- Estabelece metas.
- Motiva a família à ação.
- Sempre tem a resposta certa.
- Organiza o lar.
- Impetuoso, gênio.
- Tendente à aspereza e crueldade.
- Não ouve os filhos.
- Os filhos têm que fazer só o que ele manda.
- Não tolera erros.
- Vaidoso.
- Não sabe disciplinar.
- Decide pelos filhos, impõe.
- Insensível.
O colérico no trabalho
- Orientado por metas.
- Tem uma visão global.
- Organiza bem o trabalho.
- Procura soluções práticas.
- Agiliza-se rapidamente.
- Delega tarefas.
- Insiste na produção.
- Estimula atividades.
- Prospera debaixo de oposição.
- Realiza metas, ativista prático.
- Dificuldade em exercer trabalhos.
- Minucioso e preciso.
O colérico como amigo
- Quase não precisa de amigos.
- Trabalha para uma atividade em grupo.
- Lidera e organiza.
- Geralmente está certo.
- Sobressai-se nas emergências.
- Pouco importa a opinião dos outros.
- Eficiente, prático.
- Independente.
- Enérgico- Resoluto.
- Pouco gentil.
Principais Defeitos
- Sarcástico.
- Prepotente, intolerante.
- Autossuficiente.
- Insensível.
- Gosta de controvérsias, Astucioso.
- Impaciente.
- Argumentador.
Profissões
- Diretores de empresas.
- Generais.
- Construtores.
- Soldados voluntários.
- Políticos.
- Administradores.

Como você pode observar a descrição traz qualidades e defeitos (que quando estamos na fase na paixão nem reparamos). Geralmente aquele  que é irritado se apaixona pela pessoa calma e tranquila, mas no decorrer dos anos e na rotina do relacionamento será justamente essa calma e tranquilidade que de repente trará brigas.  
Assim, conhecer o temperamento do nosso cônjuge, suas limitações e principalmente nos conhecer, nos fará pessoas melhores com relacionamentos melhores.

A Palavra de Deus diz que: O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento (Oséias 4:6).
Talvez você nem ao menos conheça sobre o teu próprio temperamento. Conhecê-lo e conhecer o do seu cônjuge o ajudará a entender que certo tipo de atitude é inerente do seu cônjuge. É um atributo que nasceu com ele. E ele não agiu por maldade ou para te ferir, em alguns casos.
Infelizmente, o casamento pode extrair o que há de pior em nós, e devemos ter o cuidado e zelo para que isso não aconteça, através dos nossos defeitos. O Espírito Santo é nosso ajudador, nosso amigo e tem poder para transformar qualquer defeito em bênção.
Você continuará com seu temperamento, mas um temperamento transformado pelo Espírito Santo.
Veja como se comportam pessoas segundo os seus temperamentos. Pense em um copo com metade da água. O sanguíneo ao vê-lo dirá: O copo está quase cheio. O melancólico dirá: Na realidade o copo está meio vazio. O fleumático por sua vez dirá: está meio cheio e meio vazio. Já o colérico assumirá a seguinte postura: quem não encheu o copo? Vou me queixar com o responsável.
Essa ilustração é engraçada e demonstra que cada temperamento enxerga a situação de uma maneira particular e que não há em si descaso com ela.
Procure conhecer o seu temperamento. Submeta-o ao Oleiro e o deixe moldar. Você será uma pessoa melhor e permitirá que o Espírito Santo fale através de todas as suas atitudes. Quanto ao seu cônjuge, ore por ele e deixe que o Senhor trabalhe também em seu temperamento e personalidade.
E jamais tome a postura da frase “eu nasci assim, cresci assim e vou morrer assim”, pois aquele que não dá fruto, o Senhor dirá: Eu não vos conheço, afastai de mim, malditos. (Mat. 7.23)
Aconselho a leitura do livro “Temperamentos Transformados” que citei no início e também “Temperamento Controlado pelo Espírito”, do autor Tim Lahaye. São ótimas leituras e te ajudarão a entender a si mesmo e também ao seu cônjuge.
         Que Deus vos abençoe.
Nota: Este estudo foi adaptado do escrito de Mirela Santander, pastora e escritora cristã.
    SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM

Wilson do Carmo Ribeiro, 72 anos, é industriário aposentado e pedagogo. Casado com a professora Claudineide Marra Ribeiro é presbítero desde 1975 na Igreja Presbiteriana do Brasil. Atualmente exerce esse ofício na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba, SP.
E-mail: prebwilson@hotmail.com