sábado, 10 de outubro de 2015

MAIRINQUE - JOAQUINLÃO, DOCE LEMBRANÇA DE UM POVO

APRESENTAÇÃO

        Morando em Alumínio, tive de ir à Mairinque tratar de assunto relativo à minha dispensa do Serviço Militar, isto no início da década de 1960.
        Estava sentado em um banco na praça pública quando de repente se aproximou um senhor alto, forte, cabeça raspada, camisa xadrez com colarinho abotoado e a cinta lá pelo meio da barriga. Olhei-o surpreso e então ele me disse: “Me dá um dinheiro.”
        Uma pessoa, vendo meu espanto se aproximou e explicou-me que aquela pessoa tinha aquele costume por problemas mentais e que era muito bondosa, “não fazendo mal a ninguém”. Em seguida disse-me que o nome daquele homem era Joaquinlão.
        Vi-o novamente em algumas ocasiões que estive em Mairinque, porém quando fui de mudança para lá em 1980 Joaquinlão havia morrido no ano anterior. Depois fiquei conhecendo a história de vida desse personagem, o qual anos depois se tornou nome de rua, justamente no Jardim Cruzeiro, onde eu me estabeleci com minha família.
        Em outubro de 1984 a editora Momento (Empresa de Propaganda e Promoções de Mairinque) fez uma publicação que recebeu o nome de “Mairinque 94 anos – Edição Comemorativa” e nas páginas 15 e 16 estampou matéria versando sobre Joaquinlão, inclusive com uma foto dele.
        É esse belíssimo texto que transcrevemos em seguida, com pequenas adequações:
Em 1908, nasce em Santa Rita (hoje Alumínio) numa vila bem pequena, um menino forte, bonito, sadio e filho de mãe solteira: Joaquim de Oliveira – o “Joaquinlão”.
Cresceu, foi morar com a mãe junto de seu padrasto, carroceiro, onde passou a trabalhar, ajudando-o no sítio onde morava.
O Joaquinlão começou a existir, durante um dia de trabalho, onde foi agredido pelo seu padrasto com o cabo de um relho, em sua cabeça aos sete anos de idade. A partir daí, cresceu com a mente infantil. Ele tinha três irmãos: Valentina, Cássio e Luzia, que moram em Sorocaba. 
Quando o padrasto deixou sua mãe, Joaquinlão passou a morar só com ela, ainda em Santa Rita, onde fazia todo serviço de roça: apanhava mandioca, dava comida aos porcos, buscava milho, apanhava lenha.
Após a morte de sua mãe, foi morar com a tia que era casada com Iturino Alves, na época capelão de Santa Luzia e Santa Cruz, daí sua ligação com a igreja.
Sempre prestou serviços, devido à sua forte estrutura, e geralmente os serviços eram pesados. Chegava a transportar enormes feixes de lenha de uns 60 quilos ou mais.
Joaquinlão veio para Mairinque em 1937 com 29 anos e passou a morar num quartinho: do seu “Abel, pai da Glória do Bicharedo” – era assim que chamava.
Mas não deixou de dar suas caminhadas à pé até Alumínio. Chegava na casa de dona Brasilina e sempre pedia um pouco de comida, pão, café e perguntava de Elvira, a quem tinha muita afeição: “E Ervira, tai”? “Ela gosta de mim?”
Essa figura lendária tinha muitos hábitos, os quais ficaram bem marcados em toda a população. Devido a sua força e o prazer em ajudar as pessoas, não medias esforços para trabalhar. Ia sempre no Zaparolli descarregar farinha de trigo do caminhão, depois recebia em troca sanduíches de mortadela e queijo.
Gostava de buscar lenha no eucalipto do Horto e trazer para a Glória do Augusto, para a Helena do Joaquim e outros.
Joaquinlão teve muita ligação com D. Abade que o alimentava, vestia-o e dava uma atenção especial a ele, que participava de todos os eventos religiosos: ia à Missa com freqüência, rezava no “Domingo de Mês”, guardava enterros, rezava ladainhas.
Gostava muito da Dona Olga, do Padre Zezinho, do Padre Antonio e do Padre Bóris. Outros costumes muito conhecidos do Joaquinlão era o de ir ao bar da estação, tomar café com sanduíche, sendo na época dona do bar a dona Preciosa. Depois esperava o trem passar, pedia dinheiro e colocava embaixo do santo da igreja.
Conviveu também com a família de Dona Aidil, onde conta um de seus filhos (Paulo César), que até 1971 Joaquinlão nunca tinha andado de automóvel. E num domingo, depois do bailinho da SRM, muita chuva, Joaquinlão com os pés de reumatismo, foi convidado por Paulo a subir em seu fusca para abrigá-lo da chuva. Joaquim entrou de cabeça pela porta ficando entalado. Teve de sair em seguida para que Paulo o ensinasse e o ajudasse a entrar no carro.
Outros costumes de Joaquinlão: Falar uma série de nomes de cidades, repetindo-as, só não repetindo os nomes de Boston e de Chicago porque “eram nomes feios”. Só fumava esporadicamente charutos e quando era advertido ou recriminado ele dizia que o Dom Abade deixava ele fumar.
Certa ocasião ganhou uma dentadura feita e ofertada pelo Dr. Geraldo Amaral, a qual Joaquinlão lavava-a na fonte. O Sr. Mauro Pereira foi muito prestativo com Joaquinlão e chegou a fazer umas modificações no porão da sua oficina, na qual ele passou a morar (Oficina do Pernambuco). Para que Joaquim tivesse melhores acomodações, levantou o teto e colocou porta com fechadura para maior proteção. Sempre que o Sr. Mauro perguntava se ele havia guardado bem a chave ele respondia: ”A chave ta guardada no lenço.” 
Quando começaram a obras de construção do cinema, Joaquinlão passou a se abrigar naquele local, apesar de muitos insistirem para que ele saísse de lá e fosse para o asilo.
Aquela criança forte, dos pulinhos, da risada alta, foi perdendo sua vitalidade e aos 75 anos passou a morar no asilo e quando perguntavam se ele tinha medo de morrer, respondia: “Não; eu vou ficá pra semente”.

E foi o que aconteceu. Ficou mesmo para semente e mesmo depois de sua morte em l0-09-1979, ainda podemos ver aquela enorme figura correndo pelas ruas da cidade, gritando, cantando, rindo. Algumas de suas músicas: “O ralho do alfaiate- todo o dia a me cobrar – sou pobre, não tenho dinheiro – com que ralho eu vou pagar?/Fui na casa do pai da noiva para saber do meu noivado-o sapato era de vidro – a biqueira de olhado – foi descer uma ladeira – o salto virou de um lado/Ela tinha olho de vidro – também perna de pau – era seca não tinha bunda – parecia um bacalhau”/”Oh Carmem! oh Carmelita! – morena tão bonita – oh linda espanhola! Espanhola de Madri/ quando passa – pela rua – gritam o Valdomil – oh linda espanhola! – espanhola do Brasil”/”Bandeira vermelha – é sinal de guerra – barulho no céu – tristeza na terra/ Encontrei com o Lot – na beira da praia – com as armas na mão – para vencer a batalha/Eu vi, eu vi, eu vi – a morena no jardim – eu vi, eu vi, eu vi – a morena no jardim.    

ACERVO FOTOGRÁFICO (Fotos de algumas pessoas,  lugares e objetos citados na matéria).


Joaquim de Oliveira, o
 Joaquinlão



Alumínio, localidade onde ele nasceu



Carroça antiga



Relho -c abo de madeira e couro trançado -
usado pelos carroceiros



Padre José Yao
(Padre Zezinho)



Padre Antonio Liu



Luiz Zaparolli
(dono de padaria)



Dr. Geraldo Pinto Amaral
(Dentista)



Igreja Matriz de São José (Mairinque)



Bar da Estação (Mairinque)



Cinema Mk (onde Joaquim se acomodava
quando dos primeiros tempos da construção)



 Asilo em Mairinque - onde ele morou



Mapa de Mairinque, com indicação da 
Rua Joaquim de Oliveira



Notícia na Internet informando que a Secretaria Municipal de Educação
de Mairinque se mudou para a Rua Joaquim de Oliveira no Jardim Cruzeiro.



Edição Comemorativa Mairinque 
94 anos

CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.
        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, pedagogo e historiador diletante. 
É presbítero em exercício da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O CIDADÃO DE MAIRINQUE QUE FOI CONHECER A TERRA SANTA E LÁ FICOU SEPULTADO

APRESENTAÇÃO

         Apesar do nome um tanto chamativo desta postagem, ela é bastante breve no seu conteúdo, mesmo porque não dispomos de muitos dados sobre o personagem, além daqueles que estaremos transcrevendo.
         As informações sobre a pessoa ora focalizada fizeram parte da série de biografias constantes do livro publicado em março de 1984 pelo jornalista mairinquense João Roberto Pinto Figueiredo, mais conhecido como Pelica. Seu livro recebeu o sugestivo nome “Caminhos Percorridos” e foi editado por MK Notícias, que publicava um jornal de periodicidade semanal muito lido pelos mairinquenses.
         Esse profissional da imprensa fez preciosa pesquisa para publicar em sua obra e, de forma muito gentil, cedeu o conteúdo do seu trabalho para publicarmos na postagem denominada “Pequena História do Município de Mairinque” que é uma das mais visualizadas em nosso blog na Internet, o Blog do Ribeiro.
         Apesar da brevidade da narrativa, seu conteúdo nos traz uma lição, mostrando o intenso desejo de um homem, de conhecer a chamada “Terra Santa” e mais precisamente o lugar onde se supõe que Jesus Cristo foi sepultado mas logo após realizar o acalentado sonho ele morreu, ficando sepultado lá mesmo, no lugar onde tanto quis conhecer.
         Deixemos que a narrativa nos conte o que aconteceu com João Luccas Ferreira, que foi tabelião e vereador no município de Mairinque, SP:

OS FATOS

Nascido em Sete Barras, SP em 08-01-1899 veio para Mairinque como Tabelião.
Principais atividades: Como Tabelião trabalhou pela ampliação da área do Distrito de Mairinque e pela instalação do Distrito de Paz. Elegeu-se Vereador à Câmara Municipal do Município nas eleições de 1959 e deu posse como Presidente da Câmara Municipal ao primeiro prefeito eleito do novo município Arganauto Ortolani em 1960.
Não concluiu seu mandato como Vereador visto ter se mudado para São Vicente após sua aposentadoria, cabendo ao 1º suplente Olivardo Ventura de Campos substituí-lo.
Faleceu em Jerusalém em 27-09-1973 quando participava de uma    excursão à Terra Santa e lá foi sepultado..”.



ACERVO FOTOGRÁFICO



João Luccas Ferreira



Arganauto Ortolani


Jornal MK Cidade


Sete Barras, SP - cidade natal de
João Luccas Ferreira


Mairinque, SP, onde exerceu funções
públicas de destaque


São Vicente, SP, onde foi residir
após a aposentadoria


Jerusalém, onde está sepultado


Fonte: Internet


CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.
        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, pedagogo e historiador diletante. 
É presbítero em exercício da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O PERÍODO INTERTESTAMENTÁRIO

APRESENTAÇÃO

        
Neste trabalho estamos transcrevendo material que selecionamos na internet sobre um assunto pouco conhecido pela maioria das pessoas que têm convivência com a Bíblia Sagrada. Trata-se do período de quatrocentos anos decorridos entre o fim das narrativas do Velho Testamento (Malaquias) e o início do Novo Testamento (Mateus).
         Esse lapso de tempo é conhecido como Período Intertestamentário ou Período Interbíblico. Foi um período muito triste para o povo judeu, quando nenhum profeta falou da parte de Deus ao povo que Ele escolheu para servi-Lo.Vamos ao texto:


I. Desenvolvimento Político
A Expressão “400 anos de silêncio”, freqüentemente empregada para descrever o período entre os últimos eventos do A.T. e o começo dos acontecimentos do N.T. não é correta nem apropriada. Embora nenhum profeta inspirado se tivesse erguido em Israel durante aquele período, e o A.T. já estivesse completo aos olhos dos judeus, certos acontecimentos ocorreram que deram ao judaísmo posterior sua ideologia própria e, providencialmente, prepararam o caminho para a vinda de Cristo e a proclamação do Seu evangelho.
Supremacia Persa
Por cerca de um século depois da época de Neemias, o império Persa exerceu controle sobre a Judéia. O período foi relativamente tranqüilo, pois os persas permitiam aos judeus o livre exercício de suas instituições religiosas. A Judéia era dirigida pelo sumo sacerdotes, que prestavam contas ao governo persa, fato que, ao mesmo tempo, permitiu aos judeus uma boa medida de autonomia e rebaixou o sacerdócio a uma função política. Inveja, intriga e até mesmo assassinato tiveram seu papel nas disputas pela honra de ocupar o sumo sacerdócio. Joanã, filho de Joiada (Ne 12.22), é conhecido por ter assassinado o próprio irmão, Josué, no recinto do templo.
A Pérsia e o Egito envolveram-se em constantes conflitos durante este período, e a Judéia, situada entre os dois impérios, não podia escapar ao envolvimento. Durante o reino de Artaxerxes III muitos judeus engajaram-se numa rebelião contra a Pérsia. Foram deportados para Babilônia e para as margens do mar Cáspio.
Alexandre, o Grande
Em seguida à derrota dos exércitos persas na Ásia Menor (333 AC), Alexandre marchou para a Síria e Palestina. Depois de ferrenha resistência, Tiro foi conquistada e Alexandre deslocou-se pra o sul, em direção ao Egito. Diz a lenda que quando Alexandre se aproximava de Jerusalém o sumo sacerdote Jadua foi ao seu encontro e lhe mostrou as profecias de Daniel, segundo as quais o exército grego seria vitorioso (Dn 8). Essa narrativa não é levada a sério pelos historiadores, mas é fato que Alexandre tratou singularmente bem aos judeus. Ele lhes permitiu observarem suas leis, isentou-os de impostos durante os anos sabáticos e, quando construiu Alexandria no Egito (331 AC), estimulou os judeus a se estabelecerem ali e deu-lhes privilégios comparáveis aos seus súditos gregos.
A Judéia sob os Ptolomeus
Depois da morte de Alexandre (323 AC), a Judéia, ficou sujeita, por algum tempo a Antígono, um dos generais de Alexandre que controlava parte da Ásia Menor. Subseqüentemente, caiu sob o controle de outro general, Ptolomeu I (que havia então dominado o Egito), cognominado Soter, o Libertador, o qual capturou Jerusalém num dia de sábado em 320 AC Ptolomeu foi bondoso para com os judeus. Muitos deles se radicaram em Alexandria, que continuou a ser um importante centro da cultura e pensamento judaicos por vários séculos. No governo de Ptolomeu II (Filadelfo) os judeus de Alexandria começaram a traduzir a sua Lei, i.e., o Pentateuco, para o grego. Esta tradução seria posteriormente conhecida como a Septuaginta, a partir da lenda de que seus setenta (mais exatamente 72 - seis de cada tribo) tradutores foram sobrenaturalmente inspirados para produzir uma tradução infalível. Nos subseqüentes todo o Antigo Testamento foi incluído na Septuaginta.
A Judéia sob os Selêucidas
Depois de aproximadamente um século de vida dos judeus sob o domínio dos Ptolomeus, Antíoco III (o Grande) da Síria conquistou a Síria e a Palestina aos Ptomeus do Egito (198 AC). Os governantes sírios eram chamados selêucidas porque seu reino, construído sobre os escombros do império de Alexandre, fora fundado por Seleuco I (Nicator).
Durante os primeiros anos de domínio sírio, os selêucidas permitiram que o sumo sacerdote continuasse a governar os judeus de acordo com suas leis. Todavia, surgiram conflitos entre o partido helenista e os judeus ortodoxo. Antíoco IV (Epifânio) aliou-se ao partido helenista e indicou para o sacerdócio um homem que mudara seu nome de Josué para Jasom e que estimulava o culto a Hércules de Tiro. Jasom, todavia, foi substituído depois de dois anos por uma rebelde chamado Menaém (cujo nome grego era Menelau). Quando partidários de Jasom entraram em luta com os de Menelau, Antíoco marcho contra Jerusalém, saqueou o templo e matou muitos judeus (170 AC). As liberdades civis e religiosas foram suspensas, os sacrifícios diários forma proibidos e um altar a Júpiter foi erigido sobre o altar do holocausto. Cópias das Escrituras foram queimadas e os judeus foram forçadas a comer carne de porco, o que era proibido pela Lei. Uma porca foi oferecida sobre ao altar do holocausto para ofender ainda mais a consciência religiosa dos judeus.

Os Macabeus
Não demorou muito para que os judeus oprimidos encontrassem um líder para sua causa. Quando os emissários de Antíoco chegaram à vila de Modina, cerca de 24 quilômetros a oeste de Jerusalém, esperavam que o velho sacerdote, Matatias, desse bom exemplo perante o seu povo, oferecendo um sacrifício pagão. Ele, porém, além de recusar-se a fazê-lo, matou um judeu apóstata junto ao altar e o oficial sírio que presidia a cerimonia. Matatias fugiu para a região montanhosa da Judéia e, com a ajuda de seus filhos, empreendeu uma luta de guerrilhas contra os sírios. Embora os velho sacerdote não tenha vivido para ver seu povo liberto do jugo sírio, deixou a seus filhos o término da tarefa. Judas, cognominado “o Macabeu”, assumiu a liderança depois da morte do pai. Por volta de 164 AC Judas havia reconquistado Jerusalém, purificado o templo e reinstituído os sacrifícios diários. Pouco depois das vitórias de Judas, Antíoco morreu na Pérsia. Entretanto, as lutas entre os Macabeus e os reis selêucidas continuaram por quase vinte anos.
Aristóbulo I foi o primeiro dos governantes Macabeus a assumir o título de “Rei dos Judeus”. Depois de um breve reinado, foi substituído pelo tirânico Alexandre Janeu, que, por sua vez, deixou o reino para sua mãe, Alexandra. O reinado de Alexandra foi relativamente pacífico. Com a sua morte, um filho mais novo, Aristóbulo II, desapossou seu irmão mais velho. A essa altura, Antípater, governador da Iduméia, assumiu o partido de Hircano, e surgiu a ameaça de guerra civil. Conseqüentemente, Roma entrou em cena e Pompeu marchou sobre a Judéia com as suas legiões, buscando um acerto entre as partes e o melhor interesse de Roma. Aristóbulo II tentou defender Jerusalém do ataque de Pompeu, mas os romanos tomaram a cidade e penetraram até o Santo dos Santos. Pompeu, todavia, não tocou nos tesouros do templo.
Roma
Marco Antônio apoiou a causa de Hircano. Depois do assassinato de Júlio Cesar e da morte de Antípater (pai de Herodes), que por vinte anos fora o verdadeiro governante da Judéia, Antígono, o segundo filho de Aristóbulo, tentou apossar-se do trono. Por algum tempo chegou a reina em Jerusalém, mas Herodes, filho de Antípater, regressou de Roma e tornou-se rei dos judeus com apoio de Roma. Seu casamento com Mariamne, neta de Hircano, ofereceu um elo com os governantes Macabeus.
Herodes foi um dos mais cruéis governantes de todos os tempos. Assassinou o venerável Hircano (31 AC) e mandou matar sua própria esposa Mariamne e seus dois filhos. No seu leito de morte, ordenou a execução de Antípater, seu filho com outra esposa. Nas Escrituras, Herodes é conhecido como o rei que ordenou a morte dos meninos em Belém por temer o Rival que nascera para ser Rei dos Judeus.
II. Grupos Religiosos dos Judeus
Quando, seguindo-se à conquista de Alexandre, o helenismo mudou a mentalidade do Oriente Médio, alguns judeus se apegaram ainda mais tenazmente do que antes à fé de seus pais, ao passo que outros se dispuseram a adaptar seu pensamento às novas idéias que emanavam da Grécia. Por fim, o choque entre o helenismo e o judaísmo deu origem a diversas seitas judaicas.
Os Fariseus
Os fariseus eram os descendentes espirituais dos judeus piedosos que haviam lutado contra os helenistas no tempo dos Macabeus. O nome fariseu, “separatista”, foi provavelmente dado a eles por seu inimigos, para indicar que eram não-conformistas. Pode, todavia, ter sido usado com escárnio porque sua severidade os separava de seus compatriotas judeus, tanto quanto de seus vizinhos pagãos. A lealdade à verdade às vezes produz orgulho e ate mesmo hipocrisia, e foram essas perversões do antigo ideal farisaico que Jesus denunciou. Paulo se considerava um membro deste grupo ortodoxo do judaísmo de sua época. (Fp 3.5).
Saduceus
O partido dos saduceus, provavelmente denominado assim por causa de Zadoque, o sumo sacerdote escolhido por Salomão (1Rs 2.35), negava autoridade à tradição e olhava com suspeita para qualquer revelação posterior à Lei de Moisés. Eles negavam a doutrina da ressurreição, e não criam na existência de anjos ou espíritos (At 23.3). Eram, em sua maioria, gente de posses e posição, e cooperavam de bom grado com os helenistas da época. Ao tempo do N.T. controlavam o sacerdócio e o ritual do templo. A sinagoga, por outro lado, era a cidadela dos fariseus.
Essênios
O essenismo foi uma reação ascética ao externalismo dos fariseus e ao mudanismo dos saudceus. Os essênios se retiravam da sociedade e viviam em ascetismo e celibato. Davam atenção à leitura e estudo das Escrsturas, à oração e às lavagens cerimoniais. Suas posses eram comuns e eram conhecidos por sua laboriosidade e piedade. Tanto a guerra quanto a escravidão era contrárias a seus princípios.
O mosteiro em Qumran, próximo às cavernas em que os Manuscrito do Mar Morto foram encontrados, é considerado por muitos estudiosos como um centro essênio de estudo no deserto da Judéia. Os rolos indicam que os membros da comunidade haviam abandonado as influências corruptas das cidades judaicas para prepararem, no deserto, “o caminho do Senhor”. Tinham fé no Messias que viria e consideravam-se o verdadeiro Israel para quem Ele viria.
Escribas
Os escribas não eram, estritamente falando, uma seita, mas sim, membros de uma profissão. Eram, em primeiro lugar, copista da Lei. Vieram a ser considerados autoridades quanto às Escrituras, e por isso exerciam uma função de ensino. Sua linha de pensamento era semelhante à dos fariseus, com os quais aparecem freqüentemente associados no N.T.
Herodianos
Os herodianos criam que os melhores interesses do judaísmo estavam na cooperação com os romanos. Seu nome foi tirado de Herodes, o Grande, que procurou romanizar a Palestina em sua época. Os herodianos eram mais um partido político que uma seita religiosa.
A opressão política romana, simbolizada por Herodes, e as reações religiosas expressas nas reações sectárias dentro do judaísmo pré-cristão forneceram o referencial histórico no qual Jesus veio ao mundo. Frustrações e conflitos prepararam Israel para o advento do Messias de Deus, que veio na “plenitude do tempo” (Gl 4.4)

Adaptado de “From Malachi to Matthew”, de Charles F. Pfeiffer.
Fonte:  “A Bíblia Anotada”
 



CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.
        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, pedagogo e historiador diletante. 
É presbítero em exercício da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com


sábado, 19 de setembro de 2015

FOTOS DE ATOS CÍVICOS NA LOCALIDADE DE ALUMÍNIO, SP

APRESENTAÇÃO

         Nesta postagem estou reunindo as fotos sobre manifestações de civismo que tenho em meus trabalhos no blog e outras publicadas nas redes sociais e que retratam uma época áurea da localidade de Alumínio, em especial nas décadas de 1960 e 1970 embora possam aparecer algumas que estejam fora desse período.
         A finalidade deste trabalho é reunir em um só lugar essas fotografias temáticas, preservando-as para que todos que quiserem possam apreciá-las a qualquer tempo.
         Não tive a preocupação em identificar as personagens de cada foto, data, etc., pois não tenho mesmo as condições para fazer isso com precisão. Assim, elas estão identificadas apenas com numerais.

         Espero que apreciem.



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HOMENAGEM



Nossa homenagem ao Engenheiro Antonio de Castro Figueirôa, que no decorrer de sua administração como Diretor Industrial da Cia. Brasileira de Alumínio (1955-1985) nunca mediu esforços para que as festas cívicas realizadas em Alumínio tivessem o máximo de brilhantismo.
Postagem sobre o Dr. Figueirôa, com biografia, fotos etc. você poderá visualizá-la clicando aqui:


CONCLUSÃO

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SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, pedagogo e historiador diletante.
 É presbítero em exercício da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
Foi professor, correspondente jornalístico e vereador em Alumínio e em Mairinque, SP.
E-mail: prebwilson@hotmail.com