terça-feira, 29 de novembro de 2016

TARCISIO MARINHO DE ALCÂNTARA SERÁ NOME DE CAMPO DE FUTEBOL EM ALUMÍNIO - SP

APRESENTAÇÃO


Um ano após  minha admissão na Cia. Brasileira de Alumínio em janeiro de 1960, entre tantos outros que vieram a ser companheiros de trabalho estava o rapaz Tarcísio Marinho de Alcântara, um nordestino que viera em busca de melhores condições de vida para constituir sua família.
         Enquanto eu laborei a maior parte de meu tempo nos setores administrativos, Tarcísio trabalhou numa das divisões do Departamento Mecânico chamada Lubrificação.
         Se não tivemos um relacionamento mais estreito em função de nossos locais de trabalho, nem por isso deixamos de nos relacionar e Tarcísio, assim como tantos outros, foi e continua sendo para mim uma figura muito conhecida.
         Com a ajuda de sua filha Ana Claudia Azevedo Alcântara, faço este pequeno trabalho sobre o Tarcísio, destacando que um campo de futebol na Vila Paraíso em Alumínio estará sendo inaugurado no próximo dia 3 de dezembro com o nome dele, numa merecida homenagem.
A seguir, a biografia dele, produzida pela filha já citada, com pequenas adequações:

No interior do Estado do Ceará em uma cidade chamada Mucambo, perto de Sobral, no dia 03 de junho de 1933 nascia TARCISIO MARINHO ALCÂNTARA mais um filho de Francisco e Laura Alcântara que tiveram 11 filhos. Na cidade onde Tarcisio nasceu não oferecia muitas oportunidades de trabalho e obriga os filhos de seu Francisco a tentar a vida em São Paulo.

Esse estado é visto pelos nordestinos como uma oportunidade de trabalho, crescimento e de construção de uma vida mais digna para a família. Assim, com Tarcísio não foi diferente.
Mesmo estando noivo de Rita,ele partiu para São Paulo em busca de um bom trabalho para constituir família.

Deste modo ele veio tentar a vida em São Paulo e escolheu Alumínio como local para trabalhar. Na época Alumínio não era uma cidade emancipada e pertencia ainda a Mairinque.
Neste local eram grandes as possibilidades de emprego pois a cidade tinha uma grande fábrica, a Cia. Brasileira de Alumínio.

Assim logo que chegou à localidade, foi contratado pela Cia. Brasileira de Alumínio. A locadalidade era bem pacata e aconchegante.
Na CBA Tarcisio teve a oportunidade de trabalhar inicialmente como Guarda em março de 1961, passando para a função de ajudante no mesmo ano.

Agora com emprego fixo, Tarcísio retorna ao Ceará no ano de 1969 em suas férias para casar-se com Rita. Após o casamento eles vêm residir em Alumínio, na Vila Brasilina, onde estabelecem moradia e nasce a primeira filha do casal no Hospital Maria Regina.

Nesta época Tarcísio já ocupava o cargo de Oficial Lubrificador na Cia Brasileira de Alumínio e chegou a residir por algum tempo na Colônia da CBA que ficava próxima à Raposo Tavares.

Tarcísio, sempre trabalhador, responsável, esposo dedicado pai exemplar, católico, frequentador assíduo das missas e festividades da Igreja Católica, torcia para o São Paulo FC, seu time desde que migrou para São Paulo.

Homem sério porém sempre tinha um aceno para cumprimentar a todos com respeito, construiu sua vida em Alumínio, criou seus filhos aqui, os quais constituíram também família nesta cidade, e  trabalhou na Cia. Brasileira de Alumínio até se aposentar.

Aposentado foio residir na Vila Paraíso. Faleceu em 28 de abril de 2007, aos 74 anos, dos quais 39 foram vividos em Alumínio, deixando sua esposa Rita que continuou a residir na cidade. Suas filhas Laura, Vera, Idelzuite e Ana Claudia e os netos João Pedro, Marcos Paulo, Vinicius, Renan e Davi.

Tarcisio partiu deixando um exemplo a todos seus familiares e amigos de um morador aluminense que teve como lema: o trabalho, a honra e a amizade.


ACERVO FOTOGRÁFICO


Mucambo, CE - terra natal


Alumínio, SP (Vila Industrial)


Vista aérea da CBA

Rua Moraes do Rego - Acesso à Portaria


Portaria da CBA, Escritório e a igreja antiga

Dr. Antonio Ermírio de Moraes-O grande patrão

Dr. Antonio de Castro Figueirôa
O diretor e incentivador dos funcionários


Décio José Antunes, o 
Encarregado

Trevo de acesso a Alumínio - Tarcisio morou
com a família bem próximo desse local


A antiga Igreja de São Vicente de Paulo

E a atual. Tarcisio frequentou ambas

Vila Paraíso (onde Tarcisio foi morar após
 a aposentadoria  e um campo de futebol vai receber 
o nome de Tarcisio Marinho Alcântara)

FOTOS DA REVITALIZAÇÃO DO CAMPO DE FUTEBOL TARCISIO MARINHO ALCÂNTARA

No dia 03-12-2016, com a presença do Prefeito Municipal de Alumínio José Aparecida Tisêo, autoridades e familiares do saudoso Tarcisio Marinho Alcântara, foi inaugurada a revitalização do campo de futebol que leva seu nome na Vila Paraíso.
A seguir, fotos do evento, publicada pela filha do homenageado Laura Alcântara no Facebook.














CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, pedagogo e historiador diletante. 
É presbítero em exercício da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com


terça-feira, 15 de novembro de 2016

PASTOR LUIZ CARLOS BARBOSA: SOFRER SIM; DESISTIR NUNCA!

APRESENTAÇÃO

         Participando ativamente das redes sociais, mais especificamente no Facebook, nos identificamos mais com determinadas pessoas, homens ou mulheres, com faixas etárias mais próximas das nossas, mas não necessariamente.
         Um desses amigos com quem temos maior interação é o pastor Luiz Carlos Barbosa, que tem idade para ser meu filho, sendo meu conhecido desde que ele nasceu lá nos nossos saudosos tempos da localidade de Alumínio, SP.
         Aquele menino frequentou com sua família, a Igreja Presbiteriana de Alumínio, comunidade da qual fiz parte de 1961 a 1980 e na qual me tornei presbítero em 1975. Algum tempo depois a família do Luiz Carlos e outras mais, começaram um trabalho da Igreja Presbiteriana Independente no bairro chamado Vila Brasilina. Lá construíram seu templo, se organizaram em igreja e hoje o trabalho segue seu curso de forma muito abençoada por Deus.
         Luiz Carlos cresceu, estudou, casou, tornou-se pastor. Bem, aí é a própria trajetória do Pastor Luiz Carlos Barbosa que vamos  contar, utilizando as informações que ele nos forneceu.


INFORMAÇÕES FAMILIARES

Luiz Carlos Barbosa é filho adotivo de Levy Floriano Rodrigues, nascido em Piedade - SP no dia 12/07/1938 (falecido) e de dona Safira Dias Rodrigues nascida em Pilar do Sul – SP no dia 02/04/1943;
O casamento de Levy e Safira aconteceu em  24/09/1960. A cerimônia foi feita na residência do irmão Pedro de Góis, sendo presidida pelo Presbítero Odair de Góis
O casal morou nas seguintes localidades: Turvinho, Salto de Pirapora e Alumínio. Todas na região de Sorocaba, SP..
O casal teve os filhos: Luiz Carlos Barbosa e Leila (do coração), Miriam Dias Rodrigues, Lucimar Dias Rodrigues e Moisés Dias Rodrigues sendo que este último viveu apenas dois dias.
Levy trabalhou na roça, na Fazenda Bom Jesus em Salto de Pirapora: na Matarazzo, na CBA, na AMF, e voltou a trabalhar na CBA na qual se aposentou.
Dona Safira trabalhou na roça, na Santa Casa em São Roque, na CBA e na Zeladoria na Igreja Presbiteriana Central de Votorantim, onde se aposentou.

ATUAÇÃO DO CASAL NA IGREJA

 Quando vieram para Alumínio, frequentaram  a Igreja Presbiteriana local e ali ficaram por algum tempo.
 É Luiz Carlos quem narra: “A Segunda IPI de Sorocaba resolveu organizar um ponto de pregação na nossa casa o qual se transformou em Congregação e meu pai ficou como diretor. Assim o trabalho foi crescendo e logo o Presbitério de Sorocaba achou por bem transformá-lo Igreja.
Em 1973 foi organizada a Igreja Presbiteriana Independente de Alumínio. Nessa ocasião  meu pai foi eleito Presbítero e minha mãe Diaconisa da Igreja. Meu pai foi regente do Coral, trabalhou com as crianças, formando um conjunto e também formamos um quarteto na época integrado por Levy, Onésimo, Tércio e Luiz Carlos.

LUIZ CARLOS E SUA TRAJETÓRIA DE VIDA

A – Infância e Adolescência

Luiz Carlos nasceu aos 21/03/1962  em Salto de Pirapora, SP, tendo morado nas localidades de Alumínio e Sorocaba.
A história de sua adoção passa por lances dramáticos que ele narrou pormenorizadamente.
Entretanto, dada a natureza deste trabalho julgamos inoportuno tentarmos reproduzir todo o contexto, visto que envolve um número relativamente grande de pessoas e também porque a matéria ficaria muito extensa, podendo fazer com que se perdesse o interesse pela leitura.
Mas ressaltamos o grande amor do casal Levy e dona Safira em adotar aquela criança rejeitada por motivos até mesquinhos. Cuidaram da criança que apresentava quadro de doenças e dedicaram todo o amor àquele filho do coração.
Depois que Luiz já estava com quatro anos o casal foi abençoado com  o nascimento de mais duas meninas: Miriam e Lucimar.
Em Alumínio estudou no SESI, No Grupo Escolar Comendador Rodovalho, no SENAI, cursos de  Mecânico Eletricista e CEESO onde concluiu o segundo grau.
Luiz tinha muita vontade de ser piloto de avião, porém as limitações visuais que tinham não permitiriam que ele seguisse essa carreira. Mesmo assim ele chegou a estudar com esse objetivo
Dona Safira queria que o filho se tornasse um pastor evangélico, porém ele achou melhor ir ao escritório da Cia. Brasileira de Alumínio tentar uma vaga como Aprendiz, isto quando tinha 14 anos de idade.
Foi atendido pelo chefe da Seção Pessoal Sr. Philemon de Medeiros que orientou-o a matricular-se no SENAI para ter acesso ao trabalho na fábrica. Com autorização especial do Juiz, foi admitido na área de eletricidade da empresa.
Luiz conta que ainda menino, ganhou um cavaquinho do seu tio Jônatas e aprendeu a dedilhar o instrumento, tocando muito na igreja.Depois de algum tempo o seu pai Levy comprou um violão e ele aprendeu tocar sozinho, servindo a Deus com o instrumentos nos louvores entoados na Igreja. Com o passar do tempo aprendeu também acordeom, sempre louvando a Deus.

VIDA PROFISSIONAL

O primeiro emprego foi na Cia. Brasileira de Alumínio, sendo admitido em 04/04/76. Trabalhou como contínuo na Oficina Elétrica e ultimamente no Almoxarifado Geral.
Trabalhou na Prefeitura Municipal de Alumínio e foi zelador de Condomínio em Sorocaba.

B – Vida adulta e matrimonial

Sobre esse assunto Luiz Carlos assim se expressa:
Meus relacionamentos com as pessoas sempre foram bons,  visto que procuro ser sempre amável e estar ajudando o próximo. Isso porque fui muito tempo líder de mocidade na Igreja e também diácono, cantei muito em conjuntos e após concluir o seminário tornei-me um pregador da Palavra.
Sou bastante apegado à família, gosto muito de comer massa, passear quando possível e ver meu Palmeiras jogar.
Lido bastante com computador computador, participando das redes sociais e fazendo pesquisas.

Em relação à vida conjugal, Luiz faz sua narrativa:Ficamos noivos em março de 1982, e a cerimonia foi conduzida  pelo Rev. Simeão Ladeira, e no mesmo ano em 26/12/1982 nosso casamento foi realizado pelo mesmo pastor. Nos primeiros três anos de vida conjugais houve muitas dificuldades por causa de  ciúmes mas depois com o passar do tempo tudo mudou.
Vamos completar em dezembro deste anos trinta e cinco anos de casamento e sempre um procurando entender o outro. Assim conseguimos ir avante com ajuda de Deus.
Tivemos três filhos lindos que se chamam: Wellington, William e Wesley.
Fiquei desempregado, mas o Senhor abriu portas de trabalho para sustento da família. Passeamos juntos quando isso é possível .
Somos todos unidos pela graça de Deus, temos duas noras excelentes que se chamam Aline e Katia.
Por isso quero usar as palavras do profeta Samuel dizendo: “Até aqui nos ajudou o Senhor I Samuel 7:12”.

ESTUDOS NO SEMINÁRIO E VIDA MINISTERIAL

Sentindo-se vocacionado para o pastorado, Luiz Carlos  ingressou no Seminário Teológico da Igreja Presbiteriana Independente em São Paulo, fazendo seu curso entre  2003 a 2008, sendo ordenado pastor em 2009.
Como pastor na Igreja Presbiteriana Independente do Brasil Luiz Carlos laborou nas seguintes comunidades: Igreja Presbiteriana Independente do Bairro Puris em Ibiúna, de 2010 a 2011; Igreja Presbiteriana  do Cedrinho (Sorocaba) em 2012 e Igreja Presbiteriana Independente de Salto de Pirapora, SP em 2013.
O casal tem dois filhos casados e um solteiro.Todos são membros e ativos na Igreja pela graça de Deus.
No tópico seguinte, muitas outras informações sobre a vida de Luiz Carlos no Seminário e no Ministério da Palavra.


A ENFERMIDADE NÃO ABATE O SERVO DE DEUS

Talvez tudo o que você leu até aqui não tenha absorvido muito tua atenção. Afinal, são muitas as histórias parecidas com a do Luiz Carlos Barbosa.
Mas como disse no início desta postagem, conheço esse homem de Deus desde que ele era um menino muito pequeno, dois anos apenas mais velho que nosso primogênito. Desde os anos sessenta gozamos da amizade da família dele e vimos o menino crescer e se tornar um homem de bem.
Aqui está a razão principal desta matéria no blog: contar as lutas que o pastor Luiz Carlos Barbosa tem enfrentado, convivendo com um câncer de pulmão desde os tempos de seminário, sem no entanto se entregar à prostração. Pelo contrário, ele está sempre ativo, alegre, cantando (isto quando não está internando fazendo quimioterapia).

Vamos deixar que Luiz conte todo seu drama:
Depois que nos casamos, ficamos dezenove anos morando em Alumínio e  em abril de 2001 viemos para Sorocaba. Continuava  trabalhando em Alumínio, mas no meio do ano, fiquei  desempregado.
Meu filho ficou em Alumínio ainda trabalhando num escritório de Despachante, morando na casa da avó, só vindo no final de semana para casa em Sorocaba
Logo em seguida  minha esposa conseguiu emprego, trabalhando numa indústria de confecções e também graças a Deus consegui um emprego como zelador de condomínio.
Começamos a frequentar em 2001 a Igreja Presbiteriana Independente do Cedrinho, onde a família foi bem recebida pelo Conselho.
Nos tornamos membros com carta de transferência em 2002 e ali tivemos o privilégio de trabalhar com os jovens e adultos. Crescemos espiritualmente dirigindo o culto e depois em 2003 fui chamado ao Ministério da Palavra a qual o Conselho nos deu todo apoio e finalmente fui candidato oficial do Presbitério de Sorocaba indo para o Seminário Teológico de São Paulo.
Quando comecei a estudar já fui trabalhar na congregação do Parque Vitória Regia em Sorocaba onde fiquei ali até 2004 e depois recebi um convite da sexta IPI de Sorocaba para trabalhar na congregação de Salto de Pirapora em 2005 a 2006.
Finalmente em 2007 a 2008 vim para IPI Central de Votorantim para trabalhar na Congregação do Itapeva e Congregação do Serrano.
Não foi fácil essa vida de seminarista, porque muitas coisas aconteceram.
Eu ia e voltava todos os dias e ainda trabalhava. Durante seis meses mais ou menos eu fiquei nesta luta. Adoeci, ficando encostado pelo INSS, tendo problemas neurológicos mas mesmo assim, não desisti do Ministério.
Ai a situação estava complicando financeiramente e eu precisei ficar em São Paulo morando em um quartinho no fundo da Igreja na IPI de Vila Aparecida na Freguesia do Ó, a qual me recebeu dando todo apoio não deixando faltar nada para a alimentação durante a semana.
Só vinha para casa no final de semana quando era possível  porque o dinheiro era contado. Muitas lutas tivemos que enfrentar. Quando eu iria pegar o ônibus para ir à aula na segunda feira ao sair de casa recebia telefonema falando coisas absurdas querendo estragar com a minha família, mas graças a Deus nós nos colocamos em oração e tudo isso veio ao chão.
Ali ficamos sozinhos morando um ano, mas depois, como  ainda cabiam outros, durante quatro anos outros seminaristas me fizeram companhia.
Em 2004 conseguimos alugar uma casa  mais próximo da Igreja, passamos muitas dificuldades financeiras e também com enfermidades, fazendo o tratamento neurológico e afastado do serviço e muitas vezes sendo cortado o Auxilio de Doença ficando anos sem receber.
Quem sustentava a casa era  meu filho mais velho e minha esposa que também trabalhava, mas infelizmente ela foi dispensada do serviço em 2006. Aí a coisa complicou, mas eu não desisti do Seminário mesmo assim dando suporte nas Congregações como seminarista em Votorantim em 2007 e 2008.
Mas logo apareceu um vizinho que precisava de alguém para cuidar do seu filho para ela poder trabalhar e com isso a minha esposa aceitou cuidar, ficando conosco durante a semana por um ano.
Em 2008, no segundo semestre, eu estava com muita tosse e precisei ir até ao PA para ser consultado pelo médico e ele logo pediu um RX e ao sair o resultado ele me disse que eu estava com vários nódulos no pulmão e mediatamente pediu para ambulância me levar ao Hospital Santa Casa para fazer alguns exames ficando internado por três dias.
Quando obtive alta tive de esperar nove dias aguardando a biopsia, mas infelizmente a maquina do hospital estava quebrada, querendo até me transferir para Santos, mas graças a Deus que o Presbitério de Sorocaba me ajudou a pagar a biópsia no Instituto Biolabor. Depois de uma semana saiu o resultado mostrando eu tinha câncer no pulmão e que agora teria de fazer quimioterapia e radioterapia.
Mesmo assim não deixei de terminar o Seminário. Continuei fazendo leituras e provas em casa, pois estava terminado já o curso.
Mas venci com ajuda de Deus a terminar e pegar o diploma de Bacharel em Teologia. Apresentei O TCC e a exegese ao Presbitério pela qual fui licenciado ao Ministério trabalhando com IPI Central de Votorantim dando auxilio na Congregação do Serrano em 2009 e no ano seguinte seria minha ordenação ao Sagrado Ministério da Palavra, que foi em 06/02/2010.
Dia 07/02/2010 tomei posse na segunda IPI do Puris em Ibiúna-SP, ficando ali pastoreando por dois anos com muita dificuldade por que estava em tratamento de quimioterapia.
Vim para Sorocaba a convite da IPI do Cedrinho ficando apenas um ano também com muitas lutas de enfermidades e depois fui Pastorear a IPI de Salto de Pirapora também enfermo, mas nunca deixei os meus compromissos com essas igrejas, e todas elas me deram carinho e amor quando eu ficava internado sempre me visitando e dando suporte espiritual. 
Mas em 2014 a Comissão Executiva do Presbitério, preocupada com  minha saúde resolveu em dar licença médica.
Quero dizer que fiquei muito triste, mas isso seria bom para a minha recuperação, e graças a Deus não faltou oportunidades, pois muitas Igrejas ainda me convidam para ir ministrar a palavra, embora até hoje eu esteja de licença médica.
 Quero dizer que passei por varias cirurgias e ainda fazendo o tratamento de quimioterapia. Mesmo assim Deus tem me dado  saúde durante esses tempos e pude também conhecer vários lugares do nosso Brasil.
Viajei com minha esposa e com os meus filhos conhecendo o Nordeste e também participando de Congressos de Pastores e Encontros de Casais.


Infelizmente ainda continuarei com a licença médica durante o ano de 2017, porque ainda estou fazendo quimioterapia sem ter previsão de término. Vamos em frente que logo eu possa estar exercendo o Ministério da Palavra.

ACERVO FOTOGRÁFICO

  Luiz Carlos com 1 ano de idade

 Com 3 anos

 Com a mãe no Zoológico


 Casamento de Ana Maria e Luiz Carlos
Celebrante: Pastor Simeão Ladeira



 Curtindo os presentes


 25 anos de pois o mesmo pastor presidiu
o culto em ação de graças pelas bodas de prata
do casal

 Com a esposa Ana Maria e os filhos 
Wellington, William e Wesley


Leila: Irmã de Luiz, filha do coração 
de Safira e Levy


 Cerimônia de formatura no Seminário



 Com os pais Presb. Levy e dona Safira na
cerimônia de formatura no Seminário



 Na mesma ocasião, com o sogro Presb.
Onésimo Faria e a sogra dona Benedita


 Culto na 1ª IPI de São Paulo
(Formatura no Seminário)

 Posse no pastorado na segunda IPI do 
Puris – Ibiúna - SP

 Presb. Levy e dona Safira comemoram bodas
de ouro cercados pelo carinho dos filhos

 Bodas de Ouro (2)

 Bodas de Ouro de Levy e dona Safira, sendo
abençoados pelo filho pastor Luiz Carlos


 Submetendo-se às duras sessões 
de quimioterapia no hospital

 Se recuperando em casa cercado
pelo carinho dos filhos

Viagem aérea à Fortaleza, CE
 (Ana Maria e Luiz)

 Passeio em Fortaleza, CE. Nosso almoço 
na   praia Canoa Quebrada 

 Passeio de buggy na praia


 Igreja Presbiteriana Independente de Alumínio
A "Igreja-mãe" do pastor Luiz Carlos Barbosa

 HOMENAGEM PÓSTUMA
Momento de perda: Presb. Levy participando
 do Congresso de Diaconais em Poços de Caldas 
em 2013, teve um infarto e faleceu dias depois.
"E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os seguem."
Apocalipse 14:13


O pastor Luiz Carlos participando com irmãos da IPI
de Puris - Ibiúna, do 5º Encontro de Conjuntos e
Quartetos Masculinos em Salto de Pirapora, sua
cidade natal.

Áudio e imagem de todos os conjuntos participantes 
(se der problema, clique e vá ao You Tube)

CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, pedagogo e historiador diletante. 
É presbítero em exercício da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com





ACRÉSCIMO: Nosso querido irmão pastor Luiz Carlos Barbosa faleceu no dia 01-06-2017, tendo sido velado na Quinta Igreja Presbiteriana Independente de Sorocaba e sepultado no Cemitério Pax desta cidade.
Na foto, nosso irmão com sua esposa e filhos.

"E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os seguem."
Apocalipse 14:13























































segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A HISTÓRIA E O VERTIGINOSO CRESCIMENTO DO PRESBITERIANISMO NA CORÉIA DO SUL

APRESENTAÇÃO

Ao me deparar com uma mensagem que recebi dia destes do irmão e amigo professor  Juliano Camargo lá da *Igreja Presbiteriana de Nova Campina, achei por bem utilizar-me das informações que o referido irmão compartilhou comigo sobre a Igreja Presbiteriana na Coréia do Sul.
Na verdade temos visto e ouvido falar muito nesse assunto e são maravilhosos os vídeos que observamos nas redes sociais, especialmente de conjuntos corais e orquestras que, via de regra, apresentam hinos tradicionais utilizados no presbiterianismo brasileiro.
Vamos então primeiramente conhecer um pouco da História do presbiterianismo naquele país asiático e depois ler sobre o vertiginoso crescimento da Igreja Presbiteriana lá.
Coletamos e apresentamos também alumas fotos e vídeos sobre o presbiterianismo na Coréia do Sul.


HISTÓRIA DO PRESBITERIANISMO NA CORÉIA DO SUL

Em 1959, na Quadragésima Quarta Assembleia Geral da Igreja Presbiteriana da Coreia a denominação se dividiu em duas partes iguais devido à visão da igreja  quanto ao ecumenismo e a participação do Concílio Mundial de Igrejas. O grupo HapDong representou a ala mais conservadora teologicamente e o grupo TongHap, a ala liberal e ecumenica. Este manteve sua filiação ao Concílio Mundial de Igrejas e ao Conselho Nacional de Igrejas na Coreia e permitiu relativamente uma ampla gama de posições teológicas em seu meio.
 A Igreja Presbiteriana na Coreia (HapDong) tornou-se um grupo mais conservador. Na sua estrita base doutrinária, foi possível unir-se em 1960 com a Igreja Presbiteriana na Coreia (Kosin) (outro grupo conservador que separou-se da Igreja Presbiteriana da Coreia em 1952). Todavia, o grupo Kosin separou-se novamente em 1962. Cerca de 150 congregações do grupo Kosin de 1952 decidiram permanecer com o HapDong.
A igreja formada pelo grupo HapDong começou posteriormente um seminário e jornais, que deram origem a diversas escolas no país.
Em 1961 um grupo chamado a Igreja Presbiteriana Bíblica separou-se. Este grupo deu origem a atual Igreja Presbiteriana na Coreia (Daeshin).
 Na Sexagésima Quarta Assembleia Geral, em 1979, a igreja sofreu uma outra divisão. Kim Hee Bo, o Presidente do Seminário ChongShin, tornor-se defensor da abordagem histórico-crítica do Pentateuco. A igreja se dividiu em uma linha principal que se opunha a visão de Kim Hee Bo e um grupo minoritário que o apoiou.
O debate centrou-se sobre duas questões: a autoria do Pentateuco e da relação com o Seminário ChongShin. A linha principal manteve-se e não fragmentou nos próximos anos e o grpo minoritário formou a Igreja Presbiteriana na Coreia (HapDongJinRi).


O CRESCIMENTO DA IGREJA PRESBITERIANA NA CORÉIA DO SUL


A Coréia o Sul é 82 vezes menor que o Brasil em extensão territorial e apenas 3 vezes menor em população. O país tem cerca de 99.000 km² e 46 milhões de habitantes, dos quais, 30% são evangélicos. A Igreja Presbiteriana representa 75% dos evangélicos e possui 10 milhões de membros. Embora a Igreja Presbiteriana da Coréia seja 28 anos mais nova que a Igreja Presbiteriana do Brasil, ela é 20 vezes maior.
Enquanto os presbiterianos do Brasil representem apenas 0,3% da população, na Coréia representam 22%. Só em Seul, capital da Coréia do Sul, uma cidade com 12 milhões de habitantes, há 10 mil igrejas presbiterianas. As principais denominações evangélicas da Coréia são:
1) Presbiteriana – 10.000.000 de membros
2) Metodista – 1.500.000 membros
3) Assembléia de Deus – 1.000.000 de membros
4) Batista – 500.000 membros
As principais causa do crescimento da igreja evangélica coreana são:
1) Uma Igreja que é Cabeça e Não Cauda
A igreja sempre esteve à frente nas grandes lutas e tensões sociais, determinando o rumo das mudanças mais importantes do país. Os crentes ocupam os principais postos estratégicos de liderança da nação. A Igreja, na verdade, é a esperança da nação.
2) Uma Igreja de Mártires
Deus sempre honrou o sangue dos mártires. Como dizia Tertuliano, ilustre pai da igreja: “o sangue dos mártires é o fermento da igreja”. A plantação da igreja na Coréia do Sul foi regada por muitas lágrimas e banhada por muito sangue. Centenas de crentes foram decapitados, estrangulados e mortos com requinte da mais perversa crueldade. Milhares de cristãos foram torturados por causa de sua fé, selando com seu sangue o testemunho do evangelho.
3) Uma Igreja com Vida Intensa de Oração
Não existe na Coréia do Sul, igreja evangélica sem reunião de oração de madrugada. Eles não acreditam em crescimento da igreja sem prática efetiva e intensa de oração. Os crentes afluem para o templo de madrugada para buscar a face de Deus, mesmo sobre o frio implacável de 20 graus negativos no inverno. Os pastores oram em média de 2 a 4 horas por dia. Oração é para eles prioridade fundamental e a causa precípua do crescimento da igreja.
4) Evangelismo Através de Grupos Familiares
A base da evangelização e da comunhão dos crentes são os grupos familiares. Para eles esse é o investimento estratégico mais importante para ganhar novas pessoas para Cristo e discipulá-los.
5) Grande Ênfase no Discipulado e Treinamento de Leigos
Estando na Coréia com um grupo de 80 pastores em abril de 1997, visitamos igrejas de 6.000, 12.000, 18.000, 30.000, 55.000, 82.000, e 700.000 membros. Em todas elas vimos a forte ênfase no treinamento da liderança e no discipulado dos novos convertidos. A igreja, na verdade, é um exército em ação, onde cada crente exerce o seu ministério, conforme os dons que recebeu.
6) Grande Zelo Missionário
A igreja coreana investe pesado em missões. 25% dos pastores formados na Coréia do Sul estão se consagrando às missões. Há igrejas que investem 62% do seu orçamento em evangelização e missões. Em 1995, no Estádio Olímpico de Seul, 100.000 jovens coreanos consagraram-se para a obra missionária.
Cremos que a qualidade de vida dos crentes coreanos daságua num fenomenal crescente numérico. Qualidade gera quantidade. Quando a igreja anda com Deus, Deus a faz crescer. Creio que Igreja pujante, guerreira, ousada e viva da Coréia do Sul é um modelo digno de ser imitado por nós, se queremos ver aqui nestas plagas os mesmos resultados.

Reverendo Hernandes Dias Lopes (Editora Luz Para o Caminho)


ILUSTRAÇÕES



Localização da Coréia do Sul no mapa mundi


Vista noturna de Seul, a capital coreana


Culto de inauguração da Igreja Presbiteriana de Sarang

Igreja Presbiteriana de Minug Su

Igreja Presbiteriana Myong Sung

Templo presbiteriano Pyung cheil 
(60.000 pessoas em cada culto)


Culto de inauguração da Igreja
Presbiteriana de  Sarang


Hino Forte Rocha (Martinho Lutero) cantado
por coral coreano


Coral jovem coreano cantando em Jerusalém


CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, pedagogo e historiador diletante. 
É presbítero em exercício da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com