terça-feira, 19 de julho de 2016

O CAMPEÃO PARALÍMPICO DANIEL DIAS - UM VENCEDOR NA VIDA E NAS PISCINAS

APRESENTAÇÃO

         Nesta postagem desejo compartilhar a trajetória de Daniel Dias, super atleta paralímpico da natação, ganhador de inúmeras medalhas de ouro na modalidade e grande esperança brasileira para os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro.
         Esse moço é nosso irmão em Cristo, presbiteriano, daí a ideia de fazer este trabalho sobre a vida dele.
         A guisa de apresentação, transcrevo pequeno texto publicado em um órgão de imprensa o qual está identificado no final do relato. Vamos a ele:
Daniel é membro da 3ª Igreja Presbiteriana de Bragança Paulista (SP).O nadador presbiteriano Daniel Dias, atleta paralímpico patrocinado pelo Mackenzie, foi mais uma vez indicado ao Prêmio Laureus, que homenageia o melhor atleta do ano em diversas categorias, e que pode ser considerado o “Oscar do esporte”.

Daniel é membro da 3ª Igreja Presbiteriana de Bragança Paulista, em São Paulo, e baterista da igreja. Hoje com 22 anos já viveu grandes emoções na natação.

Além dessa indicação, o atleta paralímpico já recebeu o prêmio Laureus em 2009 após uma brilhante atuação nas paralimpíadas. Ele iniciou aos 16 anos, e antes disso apreciava o futebol e não praticava natação, ou, como ele costuma dizer, “não afogava”.

Em depoimento no site oficial do atleta, os pais de Daniel Dias contam emocionados a trajetória desse jovem que conviveu com o amor da família e a sustentação de Deus para crescer e ser um vencedor independente das limitações.
Daniel nasceu com má formação congênita dos membros superiores e perna direita e aprendeu a adaptar-se com as próteses na AACD, em São Paulo.”

Fonte: Portal Presbiteriano / Guia-me-20/01/11- post inforgospel.com.br

UMA NARRATIVA EMOCIONANTE! A MÃE DE DANIEL FALA SOBRE O FILHO

Era um sábado como tantos outros, se não fosse por um pequeno sangramento, onde começa uma história de um menino que nasceu com 37 semanas de gravidez, pesando 1,970 kg e com 41 centímetros.

Daniel nasceu no dia 24 de maio de 1988 as 3h30 da madrugada na cidade de Campinas.
Quando Daniel nasceu chorei muito sem saber o porquê. Mais tarde fomos comunicados que nosso filho era um garoto que não tinha os pés e nem as mãos.
Choramos muito e pedimos forças a Deus. Quando pudemos nos levantar e ir ao seu encontro, aqueles corredores da Santa Casa pareciam não ter fim. Ao nos encontrarmos frente ao Daniel e passar a mão em sua pele ele sorriu. Jamais esqueceremos aquele momento emocionante, Daniel ficou uma semana na incubadora.  
Voltamos para nossa cidade de Camanducaia. O tempo foi passando. Comentários surgiram, mas fomos vivendo nossa vida.
Daniel fez um aninho, era uma alegria poder vê-lo evoluindo a cada dia.
Em janeiro de 1991, na AACD – em São Paulo, recebemos a notícia de que ele teria que passar por uma cirurgia para poder usar prótese. Em março do mesmo ano Daniel foi operado em Campinas no Hospital Vera Cruz. E Foi um dos momentos mais difíceis pelos quais nós passamos, nem gostamos de lembrar, pela dor e trauma que isso causou em meu pequenino filho.
Daniel se recuperou e com 3 anos começou a usar uma prótese. Nos primeiros meses foi muito difícil, ele tinha que ir constantemente à AACD em São Paulo para poder se acostumar a usar a prótese, e é como se tivesse de aprender a andar. Foi difícil, mas ele venceu e começou a andar, foram momentos de lágrimas e vitórias.

Os anos foram passando. Daniel fez a pré-escola e o ensino fundamental, nesse período começou a aprender a tocar bateria. Terminou o 3º colegial e pretende fazer faculdade de Engenharia Mecatrônica.

Daniel é um jovem especial, não por ser deficiente, mas por ser como é.
Daniel, você é nosso orgulho, com você aprendemos cada dia mais.
Deus nos deu a oportunidade de criar e te formar, e hoje agradecemos a ele pela oportunidade que nos dá de vivermos e estarmos ao seu lado, e acima de tudo saber que você é de Deus e que você tem caráter e luta por seus sonhos.

Daniel não tem complexo, vê a vida sempre bela, ama viver e diz que tudo é capaz, basta acreditar nos seus sonhos.
Hoje aprendemos com você que a vida é para ser vivida um dia de cada vez, sem nos preocuparmos com o amanhã, e a noite é para repousar. O amanhã será um novo dia, um novo despertar, uma nova etapa.

Nós te amamos muito, muito, mas muito mesmo.
Parabéns e que Deus continue te abençoando cada vez mais.
Em nossa vida, temos muito que agradecer primeiramente a Deus, pois colocou você em nossas vidas, e também a várias pessoas que foram colocadas em nosso caminho que nos ajudaram e nos deram forças – nossos pais, irmãos, amigos e irmãos da Igreja.

Daniel! Você é uma obra única e especial. Sua vida é preciosa para o Senhor, que o criou.

Março/2008.

Seus pais.


PARALIMPÍADAS DE LONDRES – SUPERAÇÃO E FÉ NO ESPORTE: REVISTA COMUNHÃO ENTREVISTA DANIEL DIAS

 

O texto que reproduzimos faz parte da matéria feita por Elisângela Egert  para a revista Comunhão. Vamos ao texto:      


A força e a alegria de um jovem atleta paralímpico mais uma vez impressionaram a todos que acompanharam as Paralimpíadas de Londres em julho de 2012. Com apenas 24 anos, portador de uma má-formação congênita dos membros superiores e da perna direita, o paulista Daniel Dias surpreendeu o mundo brilhando na maior competição esportiva de alto nível do planeta ainda mais do que já havia brilhado em 2011, nos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara, no México, onde conquistou 11 medalhas na natação, sua especialidade. Daniel voltou de Londres com seis medalhas de ouro e cinco recordes quebrados, consagrando-se como o maior atleta paraolímpico da história do desporto brasileiro.
O currículo impressiona: são 15 medalhas em duas Paraolimpíadas - 10 ouros, quatro pratas e um bronze. Daniel tem ainda 19 ouros em Parapans, outros oito em campeonatos do mundo, dez recordes mundiais e um prêmio Laureus, o "Oscar do Esporte".
Tranquilo e sempre sorridente, este jovem, nascido com apenas 37 semanas e menos de 2kg, sempre foi um guerreiro. Muito cedo, aprendeu a vencer suas primeiras provas, quando precisou se adaptar a usar próteses e frequentar constantemente a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). Foram muitos os momentos de lágrimas, mas também de vitórias e, acima de tudo, de crescimento numa fé que se mostra inabalável Nesta entrevista para a Comunhão, Daniel revela a força de sua crença, o gosto por instrumentos musicais, sonhos e desejos que vão além das raias da piscina. "Sempre aceitei (a deficiência) e fui feliz assim. É questão de escolha. E eu escolhi ser feliz. O resto nós buscamos com determinação e fé", diz ele, com simplicidade.

Conte como é sua trajetória religiosa? Como você conheceu a fé e há quanto tempo?
Eu nasci em um lar evangélico. Meus avós paternos já eram evangélicos também. Quanto se tem um verdadeiro encontro com Jesus, tudo muda em sua vida. Sua visão do mundo, a família, igreja, testemunho. Jesus é tudo em nossa vida. Eu cresci vendo isso, experimentando o amor de Deus e constatando que quando a gente crê em Deus, tem fé e vai em busca dos nossos sonhos, podemos fazer o impossível acontecer, porque o nosso Deus é o Deus do impossível. Na minha vida, e na minha vida esportiva, tem sido assim.
Existe a tendência natural das pessoas não aceitarem as dificuldades e limitações que a vida impõe, sentindo-se injustiçados por Deus em casos de perdas, deficiências, doença etc. Já se sentiu assim? O que fez?

Confesso que pensei sobre isso sim, algumas vezes, mas nunca no sentido de me achar injustiçado. Deus deu muita sabedoria aos meus pais e eles sempre me incentivaram e me motivaram. Meus pais sempre foram o meu alicerce, em qualquer momento, de dificuldade ou de alegria. E, acima do apoio que sempre recebi deles, o Espírito Santo de Deus me assistia, me assiste e creio que me assistirá sempre. Pois quando você se entrega a Jesus, Ele sempre nos conforta, em quaisquer situações, através do Santo Espírito. É uma promessa dEle.
Qual é sua rotina devocional? Como concilia tantas horas de treino com a dedicação a Deus?
Eu acredito que a nossa vida deve ser sempre em sintonia com Deus. Dessa forma, quando estou em casa, procuro ler a Palavra de Deus, praticar a oração, e também, quando estou nos treinamentos, sempre que é possível, meus pensamentos estão voltados para Deus.Com que frequência você lê a Bíblia, ora e vai à igreja? Qual igreja você frequenta?
Eu faço a leitura da Bíblia diariamente, e orar, para mim, é uma atividade constante, principalmente à noite e de manhã. Quanto a frequentar a Igreja, eu procuro frequentar sempre que estou em minha cidade ou, quando possível, mesmo em compromissos de trabalho em outras cidades, eu tento dar um jeito de ir à igreja também.
Você ora pedindo vitória nas competições?
Não. Peço a Deus que me abençoe e que consiga, nas competições, aplicar o que treinei. Deus me deu o dom da natação e procuro fazer o meu melhor sempre. O esporte é uma maneira de eu mostrar ao mundo o amor de Deus, o que Ele pode fazer na nossa vida quando a gente acredita nEle. Eu sempre procuro passar isso. Qualquer um poderia ganhar as medalhas que tenho, qualquer um poderia ser o melhor do mundo, então, por que eu? Deus tem um propósito nisso, e eu procuro passar isso para as pessoas aonde quer que eu vá.
Como tem sido sua acolhida nas igrejas? Houve preconceito nesses ambientes em algum momento?
Não me lembro de ter passado por algum constrangimento nas igrejas, a não ser que tenha sido "velado". A recepção dos irmãos sempre foi muito carinhosa.
Que tipo de atividades realiza na igreja? Participa de missões ou trabalhos voluntários?
Já fui baterista no grupo de louvor e hoje ainda participo no grupo de louvor da Terceira Igreja Presbiteriana, em Bragança Paulista, mas como ministrante e vocalista. É uma experiência fantástica poder agradecer a Deus por tudo o que Ele faz, todos os dias, nas nossas vidas, seja através da música ou do esporte. São ferramentas que Deus nos dá para estarmos falando de Seu grande amor para as pessoas e evangelizando, levando a elas a verdadeira paz, que não encontram se não procurarem no lugar certo, que é Deus. Em missões, procuro ajudar com algumas contribuições financeiras, quando posso, e através de orações.
Você se sente mais obrigado que a maioria a servir de exemplo de bom cristão através de seu testemunho? Qual o papel que Deus desempenha na forma como você lida com isso?
Mais obrigado não, mas com mais responsabilidade, sim. Na verdade, todos nós, uma vez declarados cristãos, temos que brilhar e procurar dar bons exemplos. Deus me assiste através de Seu Espírito Santo. Eu procuro, mesmo com a minha deficiência física, mostrar que somos todos iguais perante Deus. Deus não vê a aparência.
Como jovem, o que você pensa da castidade e do casamento? Isso é necessário para você "cumprir o plano de Deus"?
Sem sombra de dúvida! E isso é bíblico, portanto, é instrução de Deus para nós. Participo do movimento "Escolhi Esperar". Precisamos orientar nossos adolescentes e jovens de que Deus deseja que nos guardemos incontaminados do mundo, conforme Rm 12: 1, 2. Tenho consciência de que sirvo de exemplo para muitos outros jovens, por isso, como disse antes, considero uma grande responsabilidade agir dentro do que diz a Palavra.
O que faz para ajudar outros jovens a se manterem na igreja, mesmo em meio a dificuldades?
Sabemos que hoje o mundo oferece muitos atrativos e 'prazeres' para atrair a atenção de jovens e adolescentes. Sempre que posso, tento incentivá-los a se manterem firmes no Caminho do Senhor. E cito sempre Rm. 12: 1, 2, uma passagem de que gosto muito. Acredito ser importante disseminar a Palavra do Senhor sempre que possível e procuro falar do amor de Deus em concentrações, junto com outros irmãos... fazemos cultos e reuniões de oração. Mas o testemunho sempre fala mais alto.
A liderança religiosa a que foi submetido influenciou suas decisões na vida pessoal e no esporte? Como?
Eu tive, graças a Deus, uma educação muito boa de meus pais e em minha igreja, através de meu avô, avó e alguns pastores e presbíteros. Mas a influência na vida pessoal e esportiva foi, primeiramente de Deus, e depois de meus pais.
Se não fossem suas limitações, você acredita que seria a mesma pessoa?
Não sei responder. Deus quis que eu nascesse assim e me usa desta forma. Eu não sou especial por ter deficiência e ainda assim ter conseguido tantas conquistas importantes no esporte; sou especial por ter Jesus em minha vida, que posso dizer que é um milagre desde o primeiro sopro. Ele tem me usado da maneira que sou, me deu pais maravilhosos que, com a sabedoria D'Ele, me educaram, me levaram à igreja e são exemplos para mim. Minha mãe às vezes colocava para mim uma música que diz que nós somos obras-primas de Deus. Essa música sempre me marcou, porque mostra que Deus vê o nosso interior, o nosso coração, e não a nossa aparência, o que a gente é aqui. As pessoas podem me olhar e ver que falta algo fisicamente em mim, mas em muitas delas pode faltar algo espiritualmente. Então, não há razão para ficarmos tristes porque falta um braço ou outro membro qualquer.
E você, se considera mais um exemplo de superação ou um exemplo de fé?
Não me vejo como exemplo, embora muitos coloquem desta forma. Fico feliz quando me dizem que sou exemplo.
Existe algum versículo da Bíblia que inspira você de modo especial?
Sim. Mt. 19:26, que diz: "E Jesus, olhando para eles, disse-lhes: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível".
Em Londres você participou de oito provas e conquistou seis ouros, quatro novos recordes mundiais e um paraolímpico. Tudo ocorreu dentro do esperado? Qual a sensação de viver tudo isso?
Aconteceu mais do que eu esperava. A sensação é de muita alegria e de que, depois de muito treinamento, os resultados vieram, graças a Deus. Depois dos resultados de Londres, fui considerado o maior nome do esporte paraolímpico brasileiro. Devo graças a Deus por tudo isso.
Por que você evitou comentar muito o recorde durante a competição? Agora que acabou, a ficha já caiu - você é o maior atleta paralímpico da história do Brasil? 
Recordes são marcas que vêm e podem cair a qualquer momento. A medalha fica.
Você diria que esta competição mudou a visão externa sobre o esporte paraolímpico? 
Acredito que sim, mas lutamos ainda para sermos reconhecidos com atletas de alto rendimento. Agora, eu e meu treinador estamos focados nas Paralimpíadas no Rio, em 2016.

Qual é seu próximo sonho?
No momento, eu quero me casar e constituir minha família. E, se Deus quiser, em dezembro estarei curtindo férias com a minha família.
O que gostaria de deixar como mensagem aos leitores da Revista Comunhão?
Muito obrigado pelo carinho e torcida. Que Deus os abençoe muito e espero ter contribuído para a edificação de muitos com as respostas. Sonhem e coloquem seus sonhos nas mãos de Deus. Sonhem sem destruir os sonhos de seu próximo. Um abraço a todos!



ACERVO FOTOGRÁFICO


Daniel ainda menino no 
interior de Minas Gerais

Aos 6 anos em 
Caraguatatuba, SP

Na cerimônia de formatura aos 15 anos, ao lado
dos pais Paulo e Rosana (de blusa vermelha)

Casamento com a administradora de empresas
Raquel (Assembléia de Deus em Bragança 
Paulista, SP)

Com a esposa Raquel e o filho Asaf

Nascimento do segundo filho (Daniel)

Na Assembléia de Deus em Santa
 Rita do Sapucaí (MG)

Oito medalhas no PARA PAM de 2007

Seis medalhas nas Paralimpíadas de Londres

Recebendo pela segunda vez o prêmio "Lauréus"
(tipo Oscar do esporte)


Fazendo o que mais gosta


Na Universidade de Franca, SP


Piscina no Parque Olímpico do Rio de Janeiro


Cidade do Rio de Janeiro: Sede das Olimpíadas
e das Paralimpíadas de 2016

Vídeo - Tocando bateria

Vídeo - Carreiras e Conquistas

Vídeo - Teleton 2008

CONCLUSÃO



         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação, ou por mensagem no Facebook.


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, pedagogo e historiador diletante. 
É presbítero em exercício da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com







sexta-feira, 15 de julho de 2016

HISTÓRIA ILUSTRADA DO MUNICÍPIO DE JUQUIÁ

APRESENTAÇÃO

Passei por Juquiá pela primeira vez na década de 1970 a caminho das praias de Itanháem, onde passávamos alguns dias com a família em gozo de férias.
         Embora não tenha ido nenhuma vez especificamente para visitar a cidade, ela nos tornou de certa maneira familiar por causa do contato bastante intenso que tivemos com o pastor presbiteriano Reverendo Willes Banks Leite, natural daquela cidade e sua esposa, dona Vitória Martins Banks Leite, ambos de saudosa memória.
         Esse pastor respondeu pela Igreja Presbiteriana de Alumínio de 1970 a 1976 e pastoreou também a maioria das igrejas presbiterianas do Vale do Ribeira.
Ele tinha um carinho especial por Juquiá, onde foi vereador e lá viveu seus últimos anos, faleceu e foi sepultado.
Vamos, pois, conhecer, através da escrita e de muitas fotos essa simpática cidade do sul paulista.

ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL

Poder Executivo:

Prefeitura Municipal
Merce Hojeije
Prefeito

Reginalice Nakao F. da Silva
Vice-Prefeita

Poder Legislativo:


Câmara Municipal

Vereadores:

Antonio Xavier Cavalcante

Claudio Souza dos Santos

Helenice Rodrigues Dias Pereira

Ercias Muniz de Lima

Fabiano Aparecido Teixeira

José Antonio Freire

Luiz Roberto do Nascimento

Maria Inês Martins Cavalcante

Pablo Rodrigues da Silvas Lara

Tadeu Pereira do Amaral

Vander Gonçalves Branco

A HISTÓRIA

Às margens do rio Juquiá, quase na confluência do rio São Lourenço, foi fundada a povoação de Santo Antônio de Juquiá, em 1829, por Felipe Fernandes e outros desbravadores. Construída a capela, foi à mesma curada em novembro de 1831, no termo de Iguape.
Em abril de 1853 foi elevada à freguesia, ainda no município de Iguape e com o nome de Santo Antônio de Juquiá.
O nome Juquiá foi instituído pela Lei nº 9073, de 31 de março de 1938. Juquiá no tupi pode significar: rio sujo, espinho de fruta ou covo para peixe; mas parece que o primeiro é o que melhor explica, pelas águas escuras que banham a cidade.
Em dezembro de 1948 foi elevado a Município.
Juquiá tem na cultura da banana o seu principal produto, justificando o cognome de Capital da Banana.

Formação Administrativa

Freguesia criada com a denominação de Juquiá por Lei Provincial no dia 16 de abril de 1853 no Município de Iguape.
Em divisão administrativa do Brasil referente ao ano de 1911, figura no Município de Iguape o Distrito de Juquiá.
Assim permanecendo em divisão administrativa referente ao ano de 1933.
Em divisões territoriais datadas de 31 de Dezembro de 1936 a 31 de Dezembro de 1937, figura o Distrito judiciário de Juquiá no Município de Iguape.
No quadro anexo ao Decreto-lei Estadual nº 9073 de 31 de março de 1938, o Distrito de Juquiá permanece no Município de Iguape.
Pelo Decreto-lei Estadual nº 9775 de 30 de novembro de 1938, este Distrito foi transferido do Município de Iguape para o novo Município de Prainha.
Em 1939-1943 o Distrito de Juquiá figura no Município de Prainha. Pelo Decreto-lei Estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, o Município de Prainha passou a denominar-se Miracatu.
No quadro fixado, pelo referido Decreto-lei Estadual nº 14334, para vigorar em 1945-1948, o Distrito de Juquiá figura no Município de Miracatu.
Elevado à categoria de município com a denominação de Juquiá, por Lei nº 233, de 24 de dezembro de 1948, desmembrado de Miracatu, constituído do Distrito Sede sua instalação verificou-se no dia 10 de abril de 1949.
Fixado o quadro territorial para vigorar em 1949-1953, o município permanece composto do Distrito Sede, assim permanece no quadro fixado pela Lei Estadual nº 2456 de 30 de Dezembro de 1953 para vigorar em 1954 a 1958.
Em divisão territorial datada em 1º de Julho de 1960 o município é constituído do Distrito Sede, assim permanecendo em divisão territorial datada em 15 de Julho de
1999. 
Fonte IBGE 

OUTRAS INFORMAÇÕES

Geografia 

Juquiá localiza-se na microrregião de Registro, Vale do Ribeira, sul do estado, à latitude 24º19'15" sul e à longitude 47º38'05" oeste; tem altitude de 17 metros.

Sua população estimada em 2007 era de 23.206 habitantes.

Localizada entre São Paulo e Curitiba, faz divisa com Miracatu, Sete Barras, Registro, Iguape e Tapiraí.

Rodovias 

A cidade é cortada por três rodovias: a BR-116, também chamada de Rodovia Régis Bittencourt, a SP-79, que liga Juquiá ao município de Sorocaba e a SP-165, que liga Juquiá ao município de Sete Barras. Também é cortada por uma ferrovia desativada.

Hidrografia 

O município também é cortado por três rios: O rio Juquiá que deságua no rio Ribeira do Iguape e que se origina nos rios Juquiá-Guaçu, Assungüi e São lourenço, ambos no município de Juquiá. A cidade também possui duas usinas hidrelétricas, a usina Salto do Iporanga, no bairro Iporanga, a Usina Hidrelétrica do Alecrim, no bairro Juquiá-guaçu, todas pertencentes a usina hidrelétrica CBA.

Economia 

nomia do município provém-se da piscicultura, pecuária e agricultura em pequena escala, empregando formalmente 574 pessoas, com uma renda média de R$458,10 (SEADE, 2007). De acordo com dados do SEADE a agricultura de Juquiá em 2007 era formado por um rebanho: - bovinos:8.202 - bubalinos: 69 - caprinos: 90 - galinhas: 700 - galos, frangas, frangos e pintos: 10.000 - muares: 100 - ovinos: 212 - suínos 1.100

Ainda de acordo com o SEADE, 2007, Juquiá teve uma produção de: - leite: 583.000 litros/ano - mel de abelha: 4.000 kg - ovos de galinha: 12 mil dúzias - arroz: 4 toneladas - banana: 78.625 cachos - coco: 198 mil frutos - feijão: 8 toneladas - milho: 47 toneladas

A área cultivada foi a seguinte: - arroz: 4 ha - banana: 3.145 ha - coco: 33 ha - feijão: 10 ha - milho: 26 ha - Total: 3.218 ha

cidade de Juquiá possui duas escolas particulares de ensino infantil, ensino fundamental e ensino médio (Instituto Logos de Educação Presbiteriano e a Escola Isaac Newton). Com 18 escolas públicas distribuídas entre a zona rural e zona urbana, a maior entre todas elas é a Escola Estadual Professora Alice Rodrigues Motta.

O município possui somente dois prestadores de serviços educacionais de ensino superior UNIARARAS, que oferece somente o curso de Pedagogia. E a UNIMES (Universidade Metropolitana de Santos) oferecendo cursos como: Pedagogia/Artes/Administração de Empresas/Química/psicopedagogia/Tecnologia em Petróleo e gás; e outros.

Demografia 

Dados do Censo - 2000

População total: cerca de 21.500

Urbana: 12.530
Rural: 8.076
Homens: 10.517
Mulheres: 9.999
Densidade demográfica (hab./km²): 24,99
Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 18,79
Expectativa de vida (anos): 75,33
Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 3,60
Taxa de alfabetização: 85,08%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,742
IDH-M Renda: 0,680
IDH-M Longevidade: 0,722
IDH-M Educação: 0,824

(Fonte: IPEADATA)




ACERVO FOTOGRÁFICO


Vista aérea


Antiga casa paroquial (década de 1960)

Antiga Igreja Católica

Bananal

Barraca com venda de frutas às margens
 da rodovia com predomínio da banana

Casa da família Banks

Centro da cidade


Congregação Cristã no Brasil (Vila Sanches)

SP-79 - Descida da serra - Tapiraí-Juquiá

Desfile cívico no aniversário da cidade

Embarque de bananas na estação ferroviária

Escola de Educação Especial

Estação ferroviária (1950)

Navio a vapor transportando tropa na Revolução
Constitucionalista de 1932

Hotel da Estação

Igreja Presbiteriana

Juquiá em 1958

Manacá da Serra

Ponte sobre o Rio Juquiá

Programa Caminho da Escola

Rio Juquia

Transporte de banana para São Paulo


Antiga usina geradora de energia elétrica


Homenagem à APAMIR


Paróquia de Santo Antonio



Fontes:

https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=fotos%20da%20cidade%20de%20juquia%20sp



http://www.minube.com.br/fotos/sitio-preferido/3615058/8420381 (Paróquia de Santo Antonio)


Vídeo: Juquiá - Cidade muito bela

Juquiá - Povo Trabalhador

DESTAQUE:


Edith Veiga (Juquiá, 12 de fevereiro de 1943) é uma cantora e compositora brasileira.

Fez sucesso com "Faz-me Rir" na década de 1960, vendendo 500 mil cópias e ficando nas paradas por dois anos. Na mesma época, ganhou prêmios como o Troféu Roquette Pinto, na categoria revelação. Participou de quase todos os programas de televisão da época e ganhou o apelido de "As Pernas que Cantam". Em 2003, Edith retornou aos palcos e atualmente faz apresentações por todo o país.


CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.
        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação, ou por mensagem no Facebook.


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, pedagogo e historiador diletante. 
É presbítero em exercício da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com